quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Camarada Marighella, presente!

(Nota Política do PCB)

No próximo dia 4 de novembro, cumprem-se quarenta anos do covarde assassinato de Carlos Marighella pelas forças da repressão da ditadura militar. O PCB se associa a todas as iniciativas para homenagear este herói e conclama sua militância e amigos a delas participarem.

Marighella formou-se politicamente na grande escola do PCB, onde militou a maior parte de sua vida como revolucionário. Após o golpe imperialista de 1964, que assumiu a forma de golpe militar, o camarada rompeu com o PCB, liderando a criação da ALN (Ação Libertadora Nacional), em razão de divergências com a linha política do Partido, em que predominavam as ilusões de aliança com setores da chamada burguesia nacional e na democracia burguesa, equívocos que estão na raiz da derrota popular em 1964.

O PCB, que sepultou as ilusões reformistas em seu processo de reconstrução revolucionária, respeita e compreende as razões de Marighella para romper com o Partido, mesmo divergindo do método e considerando que a forma de luta adotada pela ALN, apesar de legítima, não era adequada àquela correlação de forças e ao nível de organização e mobilização da resistência popular à ditadura.

Entretanto, apesar de considerarmos correta, até 1979, a linha política do PCB na questão do enfrentamento à ditadura pela via do movimento de massas e da frente democrática, não estamos entre aqueles que negam ou subestimam o papel da insurgência armada adotada por algumas organizações no período que, ao preço de muitas vidas que nos fazem falta, também contribuíram para a derrubada da ditadura.

Também é preciso ficar claro que a ditadura não escolhia suas vítimas apenas em função dos meios com que lutavam. Entre 1973 e 1975, foram assassinados dezenas de camaradas do PCB, cujos corpos jamais apareceram, dentre eles quase todos os membros do Comitê Central que aqui atuavam na clandestinidade.

Marighella não pertence apenas ao PCB nem à ALN. Pertence a todos os revolucionários e se inscreve na galeria de heróis que, em todo o mundo, lutaram e lutam contra a opressão e a exploração, por uma sociedade em que todos nos possamos chamar de companheiros.

Camarada Marighella, presente!

PCB – Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional
Comitê Central
Rio, 25 de outubro de 2009
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

A UJC frente às eleições do DCE da UERJ

Pela reconstrução do Movimento Estudantil na UERJ!

A União da Juventude Comunista (UJC), que não apóia nenhuma das chapas nas eleições para o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), vem a público repudiar as práticas antidemocráticas e descomprometidas com o conjunto dos estudantes, adotadas por integrantes da UJS e do PSTU no movimento estudantil (ME) da UERJ, dentro do processo eleitoral. Essas práticas tiveram seu ápice nos acordos entre as chapas compostas pelas organizações supra-citadas, para golpear e desrespeitar, em prol de interesses próprios, decisão soberana do Conselho de C.A.s (Centros Acadêmicos) de setembro, mudando os sete nomes da Comissão Eleitoral e o universo dos votantes, tudo às vésperas das eleições.

A UJC entende que tais práticas contribuem para a desorganização e o distanciamento dos estudantes com o movimento estudantil, além de representar o desrespeito por completo com os fóruns de base que foram conquistados historicamente pela comunidade universitária. Os comunistas entendem que os inúmeros problemas ocorridos vão além de práticas e posturas, mas também se apresentam como um problema de concepção e comprometimento com a organização, discussão e democracia no interior do movimento estudantil.

Entendemos que é extremamente importante a reconstrução do ME na UERJ, tendo como pilares a participação direta dos estudantes, a reflexão e formulação de um projeto para a universidade, sua democratização e o diálogo com o conjunto da sociedade e movimentos sociais, comprometendo-se com as demandas sociais, e que denuncie, ao mesmo tempo, o atual modelo educacional excludente.

Em escala nacional queremos resgatar a UNE (União Nacional dos Estudantes) para os estudantes, apesar da atual diretoria não ter nenhum compromisso com isso. Temos que tirar a UNE das mãos de quem quer um modelo econômico de miséria e de submissão aos interesses do capital, contrários aos interesses do conjunto dos trabalhadores e da população. Não cabe, nesse contexto, a criação mecânica e burocrática de uma outra entidade que, por si só, além de deixar todo o legado da UNE para trás, não resolverá os problemas no Movimento Estudantil! O que temos que fazer é devolver a UNE aos estudantes!

A UJC acredita que a reconstrução tanto da UNE, quanto do ME na UERJ, deve ser fruto da organização dos estudantes e sua participação na construção de um projeto contra-hegemônico de universidade, a Universidade Popular, voltada aos interesses dos trabalhadores e do conjunto da população.

- Pelo ensino público gratuito e com qualidade!
- Pela reconstrução do Movimento Estudantil na UERJ!
- Não às práticas oportunistas no processo eleitoral!
- Pelo resgate da UNE para os estudantes!
- Viva o socialismo!
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

III Seminário Marxismo e História

O GETTHI-MARX (Grupo de Estudo e Trabalho em Teoria da História em Marx), fundado em 2004 por estudantes da graduação da UFRJ, realizará, nos dias 10, 11 e 12 de novembro, o III Seminário Marxismo e História.

Essa iniciativa insere-se na proposta do grupo em expandir a teoria marxiana e disputar o pensamento acadêmico. Além do seminário organizado anualmente, este ano lançamos a nossa primeira publicação impressa - a Revista Omnilateral. Através deste veículo, procuramos dar visibilidade à pesquisas e formulações teóricas a partir da ótica marxista.

Para mais detalhes, contactar revistaomnilareal@gmail.com .
OBS: Serão concedidos certificados aos participantes.

Segue abaixo a programação:

III SEMINÁRIO MARXISMO E HISTÓRIA
Local:
IFCS/UFRJ - Largo de São Francisco, nº1 – Centro do Rio de Janeiro.

10 de Novembro de 2009 (Terça-Feira)
10:00: “40 Anos de Woodstock: Contra-cultura, Rebeldia e Rock n’ Roll”
Convidados: Prof. Francisco Carlos Teixeira (História/UFRJ), Pedro Rocha (Doutor em Filosofia);
18:00: “Paradigmas da História em Perspectiva”
Conferência: Profa. Virgínia Fontes (História/UFF);

11 de Novembro de 2009 (Quarta-Feira)
10:00: “1929-2009: A Crise Ontem e Hoje”
Convidados: Demian Mello (Doutorando em História/UFF), Prof. Mauro Iasi (Serviço Social/UFRJ), Ricardo Gilberto (Mestrando em História/UFF);
18:00: "Os 30 Anos da Lei de Anistia”
Convidados: Profa. Anita Prestes (História/UFRJ), Prof. Renato Lemos (História/UFRJ);

12 de Novembro de 2009 (Quinta-Feira)
10:00: "A Educação na Lógica do Capital"
Convidados: Prof. Mário Luís (História/CEFET- RJ), Prof. Roberto Leher (Educação/UFRJ);
18:00 - "Os 20 anos da Queda do Muro de Berlim e a Atualidade do Socialismo"
Convidados: Prof. Carlos Nelson Coutinho (Serviço Social/UFRJ), Prof. Felipe Demier (História/UFRJ), José Paulo Netto (Serviço Social/UFRJ)
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Outros Outubros virão!

Outros outubros virão!

(Declaração Política do XIV Congresso do PCB)

Rio de Janeiro, outubro de 2009

Nascemos em 1922 e trazemos marcadas as cicatrizes da experiência histórica de nossa classe, com seus erros e acertos, vitórias e derrotas, tragédias e alegrias. É com esta legitimidade e com a responsabilidade daqueles que lutam pelo futuro que apresentamos nossas opiniões e propostas aos trabalhadores brasileiros.

Os comunistas brasileiros, reunidos no Rio de Janeiro, nos dias 9 a 12 de outubro, no XIV Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB), avaliamos que o sistema capitalista é o principal inimigo da humanidade e que sua continuidade representa uma ameaça para a espécie humana. Por isso, resta-nos apenas uma saída: superar revolucionariamente o capitalismo e construir a sociedade socialista, como processo transitório para emancipação dos trabalhadores, na sociedade comunista.

Uma das principais manifestações dos limites históricos do capitalismo é a atual crise econômica mundial, que revelou de maneira profunda e didática todos os problemas estruturais desse sistema de exploração de um ser humano por outro: suas contradições, debilidades, capacidade destruidora de riqueza material e social e seu caráter de classe. Enquanto os governos capitalistas injetam trilhões de dólares para salvar os banqueiros e especuladores, os trabalhadores pagam a conta da crise com desemprego, retirada de direitos conquistados e aprofundamento da pobreza.

LEIA A DECLARAÇÃO NA ÍNTEGRA NA PÁGINA DO PCB: www.pcb.org.br/outubros.pdf

Viva o Internacionalismo Proletário!

Viva a Revolução Socialista!

Viva o Partido Comunista Brasileiro!

XIV Congresso Nacional do PCB, Rio de Janeiro, outubro de 2009


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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ORGANIZAR AS REBELDIAS

Ao lutar pela vida, contra as oligarquias,
avança a Juventude Comunista Paraguaia

Nos dias 26 e 27 de setembro, realizou-se na cidade de Itá (40km de distância de Asunción) ,o III Congresso da Juventude Comunista Paraguaia (JCP), onde reuniram-se cerca de 95 delegados de quatros departamentos do país, para debater e avançar nas lutas da juventude paraguaia na complexa conjuntura que se desenha no pais após quase um ano de Governo Lugo.

Sob o lema “Organizando rebeldias, pela vida contra as oligarquias” os delegados presentes iniciaram o congresso aprofundando o debate sobre a conjuntura internacional com especial atenção ao continente latino-americano e os processos de avanço nas lutas populares e da classe trabalhadora como são os casos da Bolívia, Venezuela, Equador e Nicarágua.

Ao contrário de muitas organizações de juventude em nosso continente que jogam todo o peso da luta no cenário institucional, convertendo-se praticamente em sub-secretarias do Governo de plantão; a JCP constrói sua política de forma independente ao Governo Lugo, procurando acumular forças junto aos movimentos sociais e populares no sentido da construção de espaços do Poder Popular, como é o caso do assentamento Comuneros, localizado no departamento do Alto Paraná, onde dezenas de famílias organizam a produção sob uma lógica coletiva e socialista, criando assim uma referência importante no movimento dos trabalhadores rurais no Paraguai no sentido da construção de uma contra-hegemonia.

Esta independência, que diferencia a JCP das demais juventudes organizadas no país, a faz tornar-se uma referência que cresce entre a juventude paraguaia, nas lutas que se travam no país nesta quadra da história, marcando a diferença com as demais organizações juvenis como a Juventude do P-MAS (Partido Movimento ao Socialismo) que converteu-se em um braço das políticas do Governo Lugo para dentro do movimento social, estabelecendo uma relação de cima para baixo, não contribuindo desta forma nas lutas reais do povo paraguaio.

A política acertada da JCP se expressa na leitura que os camaradas fazem dos processos que vem ocorrendo no Brasil, na Argentina e no Uruguai caracterizados como de “governabilidade democrática” definindo-os como “próximos a um esquema social-democrata, mas com uma tendência a preservação e um intercâmbio bilateral com o Império e concomitantemente, uma preservação maior do capital transnacional (como o caso de Itaipu que beneficia o capital transnacional)”.

No que refere-se à conjuntura nacional a JCP, assim como o Partido Comunista Paraguaio, adotam uma postura de atitude critica ao Governo Lugo, com uma postura independente, não assumindo nenhum compromisso institucional, como cargos em secretárias ou ministérios, travando a disputa contra a oligarquia paraguaia através da organização dos trabalhadores e dos movimentos sociais.

Os camaradas, porém, não incorrem no erro de isolarem-se na luta política adotando qualquer postura sectária. Há o reconhecimento da importância e da particularidade do momento histórico que atravessa o Paraguai, com o final da hegemonia de mais de sessenta anos, pelo menos no poder executivo, do conservador Partido Colorado.

A vitória de Lugo, no ano passado, abriu perspectivas de mudanças e criou um cenário de uma forte e crescente agudização entre as forças reacionárias e as forças progressistas que vem colocando em jogo os rumos que o país pode tomar. Ao mesmo tempo que a conjuntura sofreu mudanças, o Governo Lugo vem adotando políticas que garantam a “governabilidade” e isso significa, na prática, redução de impostos aos setores empresariais, a privatização das estradas nacionais, a criminalização e repressão dos movimentos sociais, principalmente no campo, e a falta de perspectivas com relação a reforma agrária.

O Paraguai foi o país da América do Sul que sofreu a maior queda no PIB, devido à crise econômica mundial, principalmente pela queda nos preços das matérias primas e de produtos agrícolas no cenário internacional, esta situação aprofunda as lutas sociais e coloca novas perspectivas para os trabalhadores paraguaios. A resposta dos setores dominantes já foi dada: mais repressão, mais exploração e mais concentração da riqueza. A resposta dos trabalhadores paraguaios tem sido organização e a luta, que aponta para uma democratização radical que amplie a participação popular; uma reforma agrária com protagonismo dos trabalhadores e a recuperação da soberania nacional, especialmente sobre Itaipu e sobre os territórios ocupados pelas transnacionais da soja.

Estas bandeiras têm sido levantadas pelo PCP e pela JCP, que vem contribuindo na construção do Espaço Unitário Popular (Frente de esquerda voltada para a luta de massas não constituindo-se como uma mera coligação eleitoral) e jogando um papel fundamental na luta de classes no país.

A União da Juventude Comunista fez-se presente no III Congresso da Juventude Comunista Paraguaia, de forma militante e solidária o que tem caracterizado as relações entre as duas organizações historicamente. Sabemos do protagonismo que tem a JCP no cenário paraguaio e o quanto é importante aprofundarmos o internacionalismo, pois a superação dos graves problemas que sofre o povo paraguaio está diretamente vinculada às lutas e os avanços que nossas organizações têm de travar nos respectivos cenários nacionais.

A nova direção nacional eleita durante o III Congresso da Juventude Comunista Paraguaia enfrentará uma conjuntura difícil e ao mesmo tempo promissora para a juventude e a classe trabalhadora paraguaia, os possíveis avanços nas lutas e nas conquistas dos setores oprimidos não serão fruto exclusivo da JCP, mas não há como falar em mudanças e compreender os possíveis processos de transformação no Paraguai, sem levar em conta o papel que jogam os jovens comunistas. O salto qualitativo que representou o III Congresso representa a esperança presente em um dos tanto cantos entoados pela Juventude Comunista Paraguaia que “en Paraguay se puede, la Revolución hacer!”.

Rodrigo Lima
Secretário de Relações Internacionais
União da Juventude Comunista

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NOVÍSSIMO MOVIMENTO ESTUDANTIL?
OU RÓTULOS NOVOS PARA VINHOS VELHOS?


No dia 7 de outubro, última quarta-feira, o jornal O Globo deu imenso destaque a uma reunião de 12 estudantes secundarista, entre 15 e 17 anos, fundadores de uma nova organização estudantil, a NOVE - Nova Organização Voluntária Estudantil. A matéria intitulada o "novíssimo movimento estudantil" ocupou a capa do jornal, uma página inteira na seção "O País" e mereceu uma extensa reportagem sobre o tema.

Alguém, com um espírito crítico mais afiado, poderia se indagar porque uma reunião estudantil de apenas 12 pessoas, todas elas jovens, brancas, filhos da classe média, mereceu tanta atenção do jornal.

Já ocorreram outras reuniões de estudantes muito mais cheias, politicamente mais significativas, aliás, acontecem a todo tempo nas escolas e nas universidades. O que fizeram estes jovens para merecerem dedicado destaque? Será que há algo de novo no movimento? O que há de diferente nesta reunião tão pouco expressiva no que diz respeito ao número de militantes, porém bastante significativa se contarmos o patrimônio e as contas bancárias dos pais dos mesmos?

A resposta não tarda a aparecer. O Globo, um periódico reconhecido nacionalmente por inclinar as suas posições políticas às causas das classes hegemônicas deste país, que, não é demais lembrar, reiteradamente apoiou os militares golpistas (1964-1985) e suas posições sempre conservadoras, assim como as privatizações da ventania neoliberal (de 1990 para cá), parece que encontrou um movimento estudantil que é a sua cara. Como sabemos, desde a "redemocratização" as organizações estudantis da direita oficial, juventudes ligadas ao PSDB, DEM, PTB, dentre outras, que se alinham politicamente a este grupo empresarial, não têm tido espaço no movimento estudantil.

A motivação aparente da fundação da organização se deve ao adiamento das provas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). No entanto, ao longo deste texto se mostrarão que as razões são mais profundas do que as apresentadas.

A jornalista Maiá Menezes informa que a organização surgiu em colégios particulares da zona sul do Rio de Janeiro. Os alunos entrevistados recusam o rótulo de se tratar de um movimento estudantil elitista, contudo, uma rápida pesquisa por telefone expõe seu o caráter "popular". As mensalidades (1º ano do ensino médio) nas escolas citadas na matéria são as seguintes: o Colégio Notre Dame, em Ipanema, custa R$ 914,80; no Colégio Teresiano, na Gávea, R$ 1.200,00; a Escola Parque, também na Gávea, R$ 1.356,00. Infelizmente, o Colégio Santo Inácio, localizado em Botafogo, e o PH - unidade Ipanema, não atenderam as chamadas. Em um país, cujo salário-mínimo é de R$ 465,00, chega a ser ridículo negar o perfil conservador do NOVE, sem contar o fato de ser orientado a partir das classes mais altas da cidade. Pesquisa do Dieese (2008) revela que 95% dos trabalhadores brasileiros recebem até dois salários-mínimos.

As organizações de direita, em muitos casos, se envergonham ao se assumir como direita. Ao contrário das esquerdas, que sempre se reivindicam como tal. Mesmo os que negam a existência da oposição direita/ esquerda, em geral, filiam-se à direita no espectro político. Em outros termos, para os que estão na hegemonia é mais fácil não reconhecer a existência "do outro". Recorda-se que, na França, algumas eleições atrás, um partido ultra-conservador lançou o slogan eleitoral "Direita sem constrangimento". Talvez sirva como sugestão ao NOVE, assumir as posições conservadoras e deixar claro suas posturas à direita, sem melindre.

Curiosa é maneira de articulação dos militantes e simpatizantes do movimento. As convocações e deliberações se dão através da internet, em sítios eletrônicos de relacionamento como o Orkut, MSN, Facebook, dentre outros. Esse fato atesta, mais uma vez, a sua natureza burguesa, já que menos de um terço dos brasileiros possuem acesso à internet, segundo o Ibope.

Outra questão apontada seria o suposto caráter apartidário do movimento, como se isso fosse um sinal de bondade, neutralidade, ingenuidade e boa intenção. "Somos apartidários", brada um dos entrevistados, "não queremos envolvimento com nenhum tipo de jogo político". Sabe bem o estudante que está envolvido até o pescoço com o tal jogo político. Não ser filiado a partidos não significa, de maneira alguma, que se possa tomar partido, posturas políticas ou posicionamentos. Tampouco é verdade que somente os partidos façam política, todos nós fazemos política; as empresas, as instituições governamentais, as ONGs, as imprensas, o jornal Globo, as TVs, os movimentos sociais, etc. Mesmo os não partidários podem seguir a linha política de determinados partidos, consciente ou inconscientemente.

Nos dias de hoje, esta instituição chamada "partido" é uma das mais mal vista pela sociedade. Não é por acaso, é uma opção política depreciar esta instituição. A propaganda anti-partidária tem sido bastante comum na imprensa burguesa. Um dos mais célebres neoliberais, o economista Milton Friedman, no seu livro "Capitalismo e Liberdade", defendia que se deveria "diminuir o número de questões decididas por meios políticos" e deixar ao mercado capitalista conduzir as sociedades. Assim, com partidos fracos, temos Estados igualmente fracos e, portanto, um terreno livre para as práticas neoliberais.

O NOVE, recém foi criado, e já possui um culpado para o estado das coisas no movimento estudantil. Segundo Maiá Menezes, "os jovens rejeitam lideranças e fazem cara feia para políticos e são unânimes em desqualificar a UNE [União Nacional dos Estudantes] e a UBES [União Brasileira dos Estudantes Secundaristas]". É certo que a UNE/ UBES possuem uma grande parcela de culpa no atual cenário, porém não é só isso. A incompetência, o imobilismo, o burocratismo, seu posicionamento acrítico, como mera correia de transmissão do governo Lula, assim como o favorecimento aos acordos de cúpula e a disputa por cargos nos aparelhos governamentais em detrimento da luta e mobilização pela base, constituem as principais razões para tornar a UNE/ UBES um grande agente na desmobilização no movimento estudantil nacional. Entretanto, há um vasto rol de questões que apontam para a situação no M.E., todas elas tratadas nos nossos documentos.

Neste sentido, não podemos nos furtar a mencionar o papel nefasto promovido pela UJS [União da Juventude Socialista], juventude ligada ao PCdoB [Partido Comunista do Brasil], que há mais de duas décadas dirigem estas organizações através de mecanismos corruptos, como fraudes, roubo de urnas, falsificação de votos, cooptação de lideranças, etc. Tais organizações já abandonaram o marxismo-leninismo há muito tempo e nos envergonham por ainda usar foice e o martelo, só faltam aos mesmos reconhecerem isso.

Não rejeitamos a UNE/ UBES, pelo contrário reivindicamos ambas, contudo, somente um amplo esforço de reconstrução dessas organizações pela base, nas salas de aula, nos pátios das escolas, nos campus das universidades; poderá recolocar a UNE/ UBES no seu caminho histórico de lutas e conquistas políticas, como no episódio da "Campanha o Petróleo é Nosso", na resistência à ditadura militar, nos debates pelas eleições diretas, nos movimentos que derrubou Collor da presidência.

Não nos surpreende a exaltação dada por este periódico ao movimento, que nada possui de novo. Poderia ter sido qualquer outro instrumento da grande imprensa, Jornal do Brasil, jornal O Dia, TV Bandeirantes, TV Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, etc. O revolucionário e intelectual italiano Antonio Gramsci, em 1916, no texto "Os jornais e os Operários", já alertava sobre o poder de influência política-ideológica da imprensa burguesa. O Globo e o NOVE apenas fazem a parte que lhes cabem no atual estágio da luta de classe. Nós, da UJC (União da Juventude Comunista), faremos a nossa.

Até a vitória

Renato Martins
Secretário Político da UJC (Rio de Janeiro)
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

SEMINÁRIO INTERNACIONAL

O OLHAR DOS COMUNISTAS SOBRE A CONJUNTURA INTERNACIONAL

AS PERSPECTIVAS DA LUTA PELO SOCIALISMO

Seminário Internacional


LOCAL:ABI (Associação Brasileira de Imprensa)

Rua Araújo Porto Alegre, 71. Centro do Rio

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DIA 08 DE OUTUBRO (Quinta-feira)

OS COMUNISTAS FRENTE AO NEOFASCISMO NA EUROPA:

14:00 às 17:15 h, com os seguintes palestrantes:

ALEMANHA - Günter Pohl (PC Alemão - DKP);

GRÉCIA - Nikos Seretakis (PC Grego – KKE);

ESPANHA - Maria Dolorez Jimenez (PC dos Povos de Espanha - PCPE);

FRANÇA - Daniel Antonini (Partido do Renascimento Comunista Francês – PRCF);

PORTUGAL – Alexandre Pereira (PC Português – PCP)

BRASIL - Antonio Carlos Mazzeo e Eduardo Serra (PC Brasileiro – PCB).


A RESISTÊNCIA DO POVO PALESTINO E AS CONTRADIÇÕES NO ORIENTE MÉDIO:

17:30 às 19:00 h, com palestrantes das seguintes organizações:

- Frente Democrática de Libertação da Palestina - FDLP;

- Frente Popular de Libertação da Palestina – FPLP;

- Partido Comunista Libanês;

- Comitês de Solidariedade à Luta do Povo Palestino;

- Ricardo Costa (PC Brasileiro – PCB).

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Ato Público: “50 ANOS DO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO CUBANA

CONQUISTAS E DESAFIOS


Palestra de Maria Antonia Ramos (PC Cubano – PCC).

19:30 h

Promoção:

- Associação Nacional dos Cubanos Residentes no Brasil;

- Associação Cultural José Marti;

- Casa da América Latina;

Coordenação:

- Prof. Zuleide Faria de Melo (ACJM e PCB)

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DIA 09 DE OUTUBRO (Sexta-feira)

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A OFENSIVA IMPERIALISTA E AS MUDANÇAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA:

10:00 às 13:00 h, com os seguintes palestrantes:

- ARGENTINA – Solana López (PC Argentino – PCA)

- CHILE – Pablo Reimers (PC de Chile - PCCh);

- MÉXICO - Pavel Blanco (Partido dos Comunistas Mexicanos);

- PARAGUAI - Guillermo Verón (PC Paraguaio);

- PERU – Roberto de La Cruz (PC Peruano);

- Edmilson Costa (PC Brasileiro – PCB).


14:30 às 18 h, com os seguintes palestrantes

- BOLÍVIA - Ignacio Mendoza (PC Boliviano - PCB);

- VENEZUELA - Carollus Wimmer (PC de Venezuela – PCV);

- COLÔMBIA – Nelson Raul Marulanda (PC Colombiano – PCC)

- Coordenadora Continental Bolivariana

- Miguel Urbano Rodrigues (jornalista português);

- Ivan Pinheiro (PC Brasileiro – PCB).


Convite

O PCB se sentirá honrado com a sua presença no Ato Público de Abertura de seu XIV Congresso Nacional


09 de Outubro de 2009 (sexta-feira), às 18:30 h.

ABI (Associação Brasileira de Imprensa)

Auditório do 9° Andar, Rua Araújo Porto Alegre, 71.

Rio de Janeiro (RJ)

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PCB NA TV

Assista ao programa do Partidão veiculado na TV nacional recentemente.

Com participação da camarada Camila Curado, da UJC.


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PCB na TV

PCB NA TV:


NESTA QUINTA-FEIRA


Dia 1º de outubro

De 20:30 às 20:35 h


- Crise do capitalismo e atualidade do socialismo;

- Frente anti-capitalista;

- Reestatização da Petrobrás;

- União da Juventude Comunista;

- XIV Congresso Nacional do PCB;

- Solidariedade Internacional.


Pronunciamentos de Ivan Pinheiro (Secretário Geral),

Mauro Iasi (Comitê Central),

militantes e convidados.


- cadeia nacional de TV aberta: de 20:30 às 20:35;

- cadeia nacional de rádio: de 20:00 às 20:05 h


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domingo, 27 de setembro de 2009

Declaração do parlamento cubano sobre a situação em Honduras

Declaração do Parlamento cubano sobre situação em Honduras

A Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba emitiu em 22 de setembro uma Declaração, na qual repudia a flagrante violação dos direitos humanos que sofre o povo de Honduras.

O texto do documento na íntegra é o seguinte:

Diante da gravidade dos fatos que continuam ocorrendo na irmã República de Honduras, a Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba expressa sua mais profunda preocupação pela violação flagrante dos direitos mais elementares do povo desse país, em consequência de sua firme e permanente resistência e rejeição ao golpe de Estado e pelo desmantelamento do regime constitucional e democrático existente sob o governo do presidente Manuel Zelaya.

Aderimos ao repúdio universal que reprova e condena o regime militar imposto nessa nação e apelamos à aplicação de medidas mais enérgicas e profundas da comunidade internacional, para conseguir o retorno à normalidade e a restituição de seu presidente eleito de maneira democrática e popular, como manifestação da decisão de seu povo.

A presença de Zelaya em Tegucigalpa constitui um gesto de valentia e fundamenta-se no legítimo direito que tem como presidente constitucional de Honduras. A integridade física dele e de sua família, do pessoal diplomático e de outros funcionários da embaixada do Brasil, assim como do grupo de hondurenhos que ali se encontram deve ser respeitada e garantida pelos golpistas. Da mesma maneira, deve parar a bárbara repressão contra as manifestações de apoio e reclamo da população a favor da democracia que defendem e merecem.

Havana, 23 de setembro de 2009


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As citações que melhor sintetizam o governo Lula


"E acho que Lula salvou o capitalismo brasileiro".
"Lula mudou o país de forma importante, de forma a salvar o capitalismo".
Delfim Netto, ex-Ministro da Fazenda (1967-1974) durante a Ditadura Militar e homem de confiança dos militares.

"Passei 30 anos da minha vida brigando com o Delfim (Netto). Hoje, ele é um dos meus melhores amigos"
Lula, Presidente e ex-sindicalista que foi preso pela Ditadura Militar.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Declaração FMJD

A Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD) recebeu com muito agrado a notícia sobre o regresso do legítimo Presidente Manuel Zelaya ao seu país depois de haver sido destituído ilegitimamente em um golpe de estado orquestrado pela oligarquia fascista hondurenha com o apoio do Império estadunidense que vem sendo cúmplice desde o primeiro momento deste monstruoso acontecimento que só trouxe sofrimento e dor ao povo hondurenho.

Hoje, os jovens do mundo, vemos com muita preocupação como o governo imperialista do senhor Obama em um duplo discurso demagogicamente hipócrita, retomando o uso da força, apoiando este golpe como vem sendo reconhecido com provas refutáveis que o demonstram e a ampliação do militarismo na América Latina e no caribe, em um momento no qual os EUA perde sua influência política na região que vive um grande processo de transformação que disse um basta ao imperialismo.

A FMJD reafirma seu apoio ao regresso do Presidente Zelaya, expressa sua solidariedade com os jovens e todo o povo hondurenho que vem mantendo-se heroicamente nas ruas lutando pelos seus direitos e convoca a todas as organizações membro, amigas e a toda a juventude progressista do mundo a expressar nosso apoio ao povo hondurenho, em todos os espaços possíveis e exigir ao governo imperialista dos Estados Unidos, que cesse sua intromissão na América Latina e no Caribe.

Birô Coordenador da FMJD
Budapeste, 22 de Setembro de 2009.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Estratégia e Tática da Revolução Brasileira


O PCB está promovendo um amplo debate na esquerda revolucionária, nos marcos do seu XIV Congresso Nacional (09 a 12 de Outubro de 2009).

A tribuna de debates do Congresso está aberta não só aos militantes do Partido, mas a amigos e convidados.

Neste dia 24 de Setembro, além do Professor Mauro Iasi (Comitê Central do PCB), os Professores Anita Prestes, Zé Paulo Neto e Virginia Fontes apresentarão seus pontos de vista sobre a principal Tese ao Congresso, ("A Estratégia e Tática da Revolução Brasileira"), aceitando generosamente o convite do Partido. O moderador das palestras será Ivan Pinheiro, Secretário Geral do PCB.

As Teses e a Tribuna se encontram no sítio do PCB: http://www.pcb.org.br/

Você é nosso convidado:

Data: 24 de Setembro (quinta), às 18:30.
No IFCS (UFRJ - Centro), salão nobre - 2° andar.
Largo do São Francisco, Centro.

Promoção:
Partido Comunista Brasileiro
Fundação Dinarco Reis
Instituto Caio Prado Jr.


domingo, 13 de setembro de 2009

Denúncia!

PRESO DIRIGENTE NACIONAL DA JUCO EM HONDURAS

GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO é membro do Comitê Executivo Central da Juventude Comunista Colombiana (JUCO). Também pertence ao Comitê Executivo da Associação Colombiana de Estudantes Universitarios, ACEU. No último domingo, 6 de setembro, viajou a Tegucigalpa em uma missão de observação organizada pela Rede Social para a Educação Pública na América, RED SEPA, representando a Organização Continental e Caribenha de Estudantes, OCLAE. Em 28 de Junho Honduras viveu um golpe militar que depôs o presidente constitucional MANUEL ZELAYA. A partir deste momento este país vive um regime de terror sob o governo de fato de ROBERTO MICHELETTI.

Quando do seu regresso a Colômbia, GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO foi preso pelas forças de segurança hondurenhas.

1. Exigimos as autoridades civis e militares hondurenhas a levantar todas as restrições que impedem a livre circulação de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO, de forma que possa regressar ao seu páis de origem.

2. Demandamos da Chancelaria colombiana, ações oportunas que permitam prevenir qualquer tipo de abuso de parte das autoridades hondurenhas contra o cidadão GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO assegurando seu retorno de forma imediata.

3. Responsabilizamos a Interpol Honduras, a Policía Nacional de Honduras, a Direção Nacional de Investigação Criminal, DNIC, e o Comando Especial Cobra, pela integridade física e moral de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO.

4. Também responsabilizamos pela sorte de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO a Empresa Aérea COPA AIR LINES de impedir, sem nenhuma justificação legal, seu regresso a Colombia no dia 11 de setembro.

5. Convocamos todas as forças vivas da Colombia e da comunidade internacional a permanecerem alertas pelo que possa ocorrer nas próximas horas, a vida e a integridade fisica e moral de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO.

COMITÊ ExECUTIVO CENTRAL

Bogotá D.C Septiembre 11 de 2009

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Nota da FMJD

FMJD saúda o retorna a legalidade da KSM!

O Supremo Tribunal da República Tcheca decidiu cancelar a proibição imposta ao longo dos últimos anos a União Comunista da República Tcheca (KSM) que enfrentava a situação de e ser considerada uma organização ilegal, privada de direitos básicos que qualquer organização democrática deve ter.

A FMJD considera que esta é uma importante conquista no atual momento histórico. Reafirmamos, que, tal como no passado, isso não é uma questão administrativa ou mesmo jurídica, mas uma questão profundamente política. Da mesma forma que a KSM estava sendo considerada ilegal pelo falsidade juridica de "irregularidades" em seu programa, a decisão tomada pelo Supremo Tribunal não é de todo uma decisão puramente judicial.

Esta decisão é o resultado da luta da KSM e da juventude Checa, bem como da solidariedade intensa no mundo, expressa pelos jovens de todos os cantos do planeta. A FMJD e os seus membros e organizações amigas, desde o primeiro momento, desenvolveram inúmeras manifestações, petições e muitos outros meios de solidariedade, que foram certamente um apoio importante para a juventude tcheca.

A FMJD considera este momento de vitória como outra prova de que, apesar dos obstáculos, dificuldades e ataques, a luta é o caminho para a vitória contra o imperialismo e exorta os seus membros e organizações amigas para divulgarem a notícia de que vai deixar todas as organizações anti-imperialistas felizes e ainda mais motivados para a luta pela liberdade social e pelos direitos democráticos, pela justiça e pela paz, contra o imperialismo e todas as suas expressões!.

C.C da FMJD
Budapeste, 3 de setembro de 2009

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro-La Moneda ainda arde!

Viva à soberania dos povos!
Viva à América Latina livre e soberana!
Viva o socialismo!
Camarada Allende:Presente!


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

UEE presente na luta?

UEE/RJ presente na luta?

No último congresso da UEE/RJ, a UJC destacou a importância da entidade dialogar com os diversos movimentos sociais.

Porém, não foi o que se viu ontem no ato dos profissionais da educação do estado. Os mesmos foram atacados pela polícia militar quando tentavam barrar mais uma ofensiva do governador Sérgio Cabral (PMDBomba) contra a educação pública fluminense.

Os poucos representantes do campo majoritário presentes no ato se esconderam, talvez por vergonha de saber que, mais uma vez a lógica de se reproduzir acordos partidários se fez presente da UEE/RJ.

Lamentável!
A UJC esteve presente durante todo o ato e destacou em sua intervenção que a luta por uma educação de qualidade passa de forma indissociável pela valorização dos profissionais.
Parece que não é essa a opinião do campo majoritário, infelizmente.

Reafirmamos nosso compromisso histórico de luta ao lado dessa categoria tão perseguida pelos governos burgueses.

Viva à luta dos professores!
Ousar lutar, ousar vencer!

http://www.youtube.com/watch?v=-sGQD-aqfwQ

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

GREVE dos PROFESSORES no RJ!!!

Nesta semana, a ALERJ colocou em votação o Projeto do Governo Sérgio Cabral de redução dos inter-níveis do Plano de Carreiras dos Profissionais da Educação do Estado. A proposta do governador era reduzir de 12% para 7,5% o aumento dos vencimentos básicos do professores quando mudassem de nível a cada três anos. A outra proposta era de incorporar a gratificação dos profissionais (chamada "Nova Escola") ao longo de seis anos, isto é, quando o Sérgio Cabral não será mais o governador do Estado.

Inconformados com a proposta indecorosa, os professores foram para as ruas e se manifestaram contra as propostas. A UJC e o PCB estiveram presentes!







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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Verbas do REUNI

Dinheiro do REUNI já acabou, diz ministro
Por Najla Passos
ANDES-SN

Os R$ 2,5 bilhões destinados a financiar os quatro anos de implementação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) já foram comprometidos nos dois primeiros anos do projeto e não há previsões de como o governo que tomará posse em 2010 arcará com a despesa oriunda desse crescimento desenfreado das universidades públicas, promovido pelo governo Lula.

Durante a inauguração do novo prédio do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília – UnB, em 10 de agosto, o ministro da Educação, Fernando Haddad, confirmou que os recursos estão esgotados. “Isso significa que o meu sucessor terá que buscar mais alguns bilhões para atender os reitores das universidades federais”, disse ele, conforme noticiou a Agência Brasil.

Haddad anunciou que, em 2010, ano da campanha eleitoral, o orçamento da Educação (em todos os níveis) deverá ser de aproximadamente R$ 53 bilhões, 30% a mais do que o orçamento deste ano, que foi de R$ 40,5 bilhões.

Mudanças
Antes do Reuni, a Escola Superior de Agricultura de Mossoró, que deu origem à recém-criada Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), ofertava dez cursos de graduação para 660 alunos. Entretanto, para receber os recursos, se comprometeu a ampliar o número de cursos para 19 e a atender 3.225 estudantes. Na pós-graduação, a meta é aumentar de quatro para nove o número de cursos ofertados. Os investimentos iniciais são de R$ 15 milhões, conforme dados do site do MEC.

A Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) também aderiu ao programa. Os investimentos prevêem a criação ou ampliação de campi avançados em outros municípios mineiros, como Ouro Branco, Divinópolis e Sete Lagoas. Os investimentos somam mais de R$ 20 milhões. No total, a instituição se comprometeu a aumentar a oferta de cursos diurnos de 20 para 40, e de cursos noturnos de 14 para 24, até 2012. No mesmo período, serão ofertadas duas mil vagas e o investimento em custeio e pessoal será de R$ 15,7 milhões, também de acordo com dados do site do MEC.

“O ANDES-SN defende, historicamente, a expansão do ensino superior, mas uma expansão planejada, com qualidade e recursos suficientes. Nosso temor é que essas universidades não consigam terminar as obras de infra-estrutura, montar laboratórios de pesquisas e bibliotecas para atender adequadamente aos alunos com uma educação completa, baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão”, afirma a secretária-geral do ANDES-SN, Solange Bretas.

Números comprometedores
Um relatório produzido pelo Grupo de Trabalho sobre Políticas Educacionais (GTPE) do ANDES-SN, com base na análise dos termos de acordo assinados pelas reitorias de seis universidades federais que aderiram ao Reuni, demonstra que as universidades terão muitos desafios a enfrentar.

Segundo consta no documento, o Reuni foi implantado de forma intempestiva a partir da assinatura de Acordos de Metas entre governo federal e reitores de cada instituição, em março de 2008. O tempo destinado a discussão do programa foi pouco ou inexistente, dependendo de cada instituição, entre a promulgação do Decreto n°. 6.096, em abril de 2007, e a apresentação das respectivas propostas ao governo federal.

O resultado, ainda conforme o documento, já se apresenta desastroso em 2009 “(...) estudantes aprovados em vestibulares, mas que não cabem nas salas de aula disponíveis; turmas superlotadas por falta de professor das respectivas disciplinas; postergação da efetivação, mesmo que os concursos para contratação de docentes e técnicos estejam decididos ou, mesmo, já tenham sido realizados; falta de infra-estrutura, como laboratórios, bibliotecas, restaurante universitários etc”.

Na Universidade Federal do Rio Grande, a expansão do número de vagas para estudantes foi de 35%, enquanto o número de docentes só aumentou 7,7%. Na Universidade Federal Fluminense – UFF, as vagas para estudantes cresceram 66% e o número de professores 9%. “A partir desses números, fica fácil demonstrar que o trabalho do professor duplicou e, mesmo assim, fica difícil manter a mesma qualidade do ensino ofertado”, diz Solange Bretas.

Fonte: www.andes.org.br
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Nota da FMJD

FMJD contra o anti-comunismo e todo o tipo de medidas antidemocráticas

No dia de hoje, a União Europeia está convidando todos os povos europeus para comemorar “o dia Europeu de recordação das vítimas do stalinismo e do nazismo”, seguindo as definições anticomunistas e antidemocráticas aprovadas pelo Parlamento Europeu. Esta medida é, mais uma vez, uma etapa para a criminalização do ideal comunista e uma tentativa para fazer equivalente a ideologia fascista à ideologia da paz, da liberdade e da democracia, a ideologia comunista.

Além disso, é uma hipocrisia completa para uma estrutura como a União Européia para levantar a “bandeira da democracia”, quando própria impõe pela terceira vez uma Constituição Européia que já foi rejeitada duas vezes pelos povos; uma estrutura como a União Europeia que suporta uma organização como a OTAN e atuando para reforçar os poderes desta máquina de matança internacional e de destruição que durante os últimos 60 anos suportou todos os regimes fascistas da Europa; uma estrutura como a União Européia que tem estreitado relações econômicas e políticas com o Estado de Israel sionista, que chacina e humilha os povos palestinos em sua própria terra; uma estrutura como a União Europeia, que permite que uma juventude, organização democrática e pacifista seja proibida apenas por causa de sua ideologia comunista (a saber, a União da Juventude Comunista da República Tcheca).

Aos membros do Parlamento Europeu que aprovou esta definição e a todos aqueles que decidem se juntar esta celebração sombria, nós lembramos que era a Europa Ocidental e os EUA (“pais democrático assim chamados"), não tiveram nenhuma hesitação para trazer de volta ao poder os altos oficiais dos exércitos fascistas derrotados. Além disso, é importante lembrar que dois terços de todas as frentes de batalha que permitiram que o mundo derrotasse o exército de Hitler estavam na Europa Oriental e, a maioria delas, foram conduzidas pela União Soviética. Tais processos de comparar regimes fascistas às sociedades de orientação socialista, a saber União Soviética, são manobras da ilusão e da mentirados poderes Imperialistas em agonia.

Hoje, como no passado, o imperialismo está criando meios, estratégias e circunstâncias subjetivas para perseguir as forças comunistas, progressistas e anti-imperialistas, particularmente no momento em que vivemos, quando a crise financeira internacional trouxe mais claramente as contradições irreversíveis do Imperialismo como um estágio superior do sistema capitalista. O imperialismo sabe que sua sobrevivência, ou o atraso de seu declinio, dependem de confundir a juventude e os povos do mundo, impedindo-os que se mobilizem e se reagrupem sob as organizações anti-imperialista para buscar verdadeiramente um futuro calmo, justo e duradouro.

A FMJD chama a atenção aos crimes e os massacres em curso contra à humanidade que merecem não somente a análise mas a ação concreta de todos os meios democráticos possíveis, tais como o massacre dos povos palestinos e sarianos, as perseguição constantes a todos os democratas na Colômbia, Burma, Suazilândia, Filipinas e outros, assim como a situação inaceitável do Golpe de Estado em Honduras.

A FMJD convida todas suas organizações membro e amigas para denunciar o ataque anticomunista que é lançado e para continuar seu esforço pela democracia e liberdade, ao lado de todas as bandeiras que devem constituir um Estado verdadeiramente democrático, como o acesso universal à educação, ao emprego, à saúde, ao alimento, à cultura e ao esporte, que está muito longe de ser a realidade dentro dos Estados Europeus e de muitos outros no mundo.

Budapest,
23 de agosto de 2009

FMJD
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Homenagem ao companheiro Elton Brum

TERRA PÚRPURA
Por: Daniel Oliveira (Militante do PCB/MG)

Dominado o homem
Liberada a fome
Executado o gesto
Disparado o tiro
no alvo caído
Feito bandeira se eleva
e tem nome o sem-terra
El ton de la lucha
Elton da terra

(ao companheiro Elton Brum, assassinado pela brigada militar gaúcha em agosto de 2009).

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Aniversário da JCE

Com o lema de "Avançar na Unidade Juvenil, pela Revolução e pelo Socialismo!" a Juventude Comunista do Equador celebra nesta sexta-feira, dia 28 de agosto, seu octagésimo aniversário de fundação com uma sessão solene a realizar-se em Guayaquil, na Sociedade de Carpinteiros e Auxilio Mútuo às 18hs.

A Direção Nacional do Comitê Central da Juventude Comunista do Equador, o Partido Comunista do Equador (PCE) e as diferentes organizações politicas aliadas, fazem um chamado a unidade popular que permita avançar no atual processo de libertação nacional que vive o Equador.
Processo no qual a Juventude Comunista está tomando um papel protagonista que lhe permitiu um forte crescimento da sua militância em nivel nacional.

Diante do anuncio do presidente Rafael Correa de radicalizar a Revolução Cidadã, a Juventude Comunista do Equador decidiu de forma unitária trabalhar desde as suas bases revolucionárias pela criação dos Comitês de Defesa da Revolução Cidadã (CDRC)com a finalidade de garantir a incorporação dos e das jovens nos espaços de debate e construção popular.

Os primeiros passos do que hoje é a combativa Juventude Comunista do Equador, se iniciaram no dia 27 de agosto de 1929, na cidade de Quito onde se fundou a Federação Juvenil Comunista (FJC), qua anos depois mudaria deu nome para o atual. A JCE é uma organização política juvenil que se orienta pelos principios do Marxismo-Leninismo e na linha política e pelo programa do Partido Comunista do Equador.

Nas suas fileiras se destacaram grandes camaradas como Pedro Saad Niyaim, Joaquín Gallegos Lara e Enrique Gil Gilbert.

Construir a unidade juvenil, pela Revolção e pelo Socialismo!

Comité Central
Juventude Comunista do Equador

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

REUNIÃO DA COORDENAÇÃO NACIONAL DA UJC

No último sábado dia 15 de agosto reuniu-se na cidade do Rio de Janeiro, na sede nacional do PCB, a Coordenação Nacional da UJC.

Com a tarefa de responder as demandas das bases e organizar as lutas e tarefas da UJC neste semestre os camaradas reunidos realizaram um amplo debate sobre a conjuntura atual, ressaltando a preocupação em aprofundar a análise sobre a Crise suas consequências e as possibilidades de luta da juventude trabalhadora nesta quadra da História.

Aprofundou-se a discussão sobre as Frentes de Luta da UJC, destacando a importância de organização dos jovens comunistas nos locais de trabalho, além do fortalecimento da INTERSINDICAL.

Com relação ao Movimento Estudantil, encaminhou-se a continuidade na organização do Movimento pela Reconstrução da UNE, a necessidade de uma reflexão coletiva sobre o eixo estratégico da Universidade Popular, além da mobilização dos secundaristas comunistas para o Congresso da UBES ao final do ano.

No campo internacional ressaltou-se a retomada da participação da UJC no cenário internacional, tendo como tarefas presentes a participação nos congressos da Juventude Comunista da Venezuela e da Juventude Comunista Paraguaia, além da reunião regional da FMJD que realizam-se nos meses de agosto e setembro, respectivamente.

Encaminhou-se também uma campanha financeira que será encaminhada para as coordenações regionais, assim que o projeto estiver elaborado pela Comissão Nacional de Finanças.

Por fim, uma das decisões mais importantes tomadas foi a tirada de um calendário para a realização do V Congresso da UJC, que se realizará nos dias 2, 3 e 4 de abril de 2010, na cidade de Belo Horizonte (a confirmar).

A Coordenação Nacional da UJC conclama todos os camaradas a colaborar com o máximo de esforço no fortalecimento do processo de construção do XIV Congresso do Partido Comunista Brasileiro.

Coordenação Nacional da UJC
Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2009.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Crise" no senado"!?

A CRISE NO SENADO É A CRISE DO SISTEMA BURGUÊS

Só o Poder Popular fará avançar a democracia!
(Nota Política do PCB)

Os lamentáveis fatos que vêm ocorrendo no Senado Nacional, envolvendo seu presidente, José Sarney - as frequentes quebras de decoro parlamentar ou os inúmeros abusos de poder que se manifestam nas nomeações (sem concurso) de parentes de deputados e senadores para funções públicas, nos chamados atos secretos, ou nas denúncias de corrupção que a toda hora aparecem na mídia - geram um grande desgaste para as instituições políticas e contribuem para o aumento da descrença de grande parte da população nos partidos, nas ações políticas e mesmo na chamada democracia representativa.

Nas formações sociais capitalistas, a disputa pelo poder político, seja no executivo, no legislativo e mesmo no judiciário, por vias indiretas, se manifesta, principalmente, nas ações e interesses da classe dominante, com o apoio direto dos meios de comunicação privados, que traduzem a realidade conforme a ótica burguesa.

Os grandes grupos econômicos injetam volumosos recursos financeiros nos partidos da ordem. Destes, alguns se apresentam com linha política e base ideológica mais definida, voltada para a ordenação da sociedade pelos preceitos liberais e visando favorecer a acumulação capitalista. Outros se propõem a representar interesses privados mais localizados. As leis eleitorais reforçam o sistema, protegendo e viabilizando os grandes partidos burgueses e dificultando ao máximo a organização e a ação dos partidos e organizações formados por representantes e segmentos das classes trabalhadoras.

Se a Câmara dos Deputados representa de forma um pouco menos distorcida o conjunto da sociedade (com o voto proporcional dos eleitores), o Senado, com três representantes por estado, independentemente do seu tamanho, reforça os segmentos mais conservadores.

A contrapartida oferecida pelas representações parlamentares burguesas é o atendimento dos interesses privados, que se fazem representar diretamente ou por meio de pressões organizadas (lobbies). Os meios para o exercício do poder, por estes grupos, cobrem desde os procedimentos legais e formais da apresentação e aprovação de leis de seu interesse até o uso de esquemas diversos de corrupção (que, por sua vez, vão da compra de votos à apropriação privada de recursos e patrimônio públicos).

No Brasil, a prática da usurpação do patrimônio público por interesses privados vem desde a Colônia e se mantém até o presente na ação dos grandes latifundiários, dos chamados "coronéis" que compram votos com grande facilidade. Esta prática se estende aos "capitães da indústria" e aos grandes banqueiros. Os longos períodos de ditaduras contribuíram também para o enorme distanciamento entre a estrutura política representativa e a maioria da população, além de enfraquecer - muitas vezes com prisões e assassinatos - as representações políticas dos trabalhadores.

A saída imediata de José Sarney da presidência do Senado será, sem dúvida, um passo importante para a moralização daquela casa legislativa. Mas é preciso ir adiante. Sem qualquer ilusão de que seja possível chegar-se a uma democracia plena no capitalismo, é urgente avançar na legislação eleitoral para que a maioria da população - os trabalhadores - esteja melhor representada no sistema político.

Defendemos a mais ampla liberdade de organização partidária, o financiamento público das campanhas eleitorais, o voto em listas, a abertura dos espaços legislativos para o controle e a participação direta das diferentes entidades representativas da sociedade. O fim do Senado, com o fortalecimento de um Congresso unicameral e a construção do Poder Popular - eleito diretamente pela população em cada região - são medidas essenciais para o aprimoramento da democracia dos trabalhadores.

O PCB entende que estes avanços só poderão ser conquistados com muita luta, com a maior organização dos trabalhadores, no bojo da luta maior - a luta de classes - no caminho da construção revolucionária do Socialismo.

PCB - Partido Comunista Brasileiro
Agosto de 2009

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domingo, 16 de agosto de 2009

Palestra com Ivan Pinheio Sobre Honduras

HONDURAS:

"OS DESAFIOS DA RESISTÊNCIA POPULAR"

PALESTRA DE IVAN PINHEIRO














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Ivan Pinheiro, Secretário Geral do PCB, esteve na semana passada em Honduras, numa delegação de solidariedade composta também por Amauri Soares (Deputado Estadual-PDT-SC) e Marcelo Buzzeto (Direção Nacional do MST).

Nesta terça-feira (18 de agosto), Ivan Pinheiro fará uma palestra sobre a participação da delegação brasileira nas manifestações e suas avaliações a respeito da atual fase da luta de classes em Honduras:

- as razões do golpe e a participação do imperialismo;
- a resistência: os movimentos sociais e as forças políticas de
esquerda;
- a repressão e a tentativa de legitimação do golpe;
- a repercussão internacional e a solidariedade;
- perspectivas: possibilidades e desafios da resistência.

PALESTRA:

18 DE AGOSTO (terça-feira), às 18:30 horas;

Local: Sede Nacional do PCB

Rua da Lapa, 180 – grupo 801 - Lapa - Rio de Janeiro
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sábado, 15 de agosto de 2009

Convite da JCP

Abaixo segue o convite enviado a UJC pelos camaradas da JCP ao II Congresso Nacional da Juventude Comunista Paraguaia, no qual nos faremos presentes.

II Congresso da Juventude Comunista Paraguaia
Assunção, 30 de Junho de 2009.
Estimados Camaradas da UJC - PCB,

E com prazer que convidamos vocês ao II Congresso da Juventude Comunista Paraguaia que será realizado nos dias 26 e 27 de Setembro deste ano na cidade de Assunção, Capital da Republica do Paraguai.

O momento em que será realizado este congresso, é de muita expectativa e mudanças a nível local, regional e mundial. Nos níveis internacionais, partindo desde o marco planetário, por primeira vez na historia da espécie humana, a vida mesma dentro do planeta esta sendo destruída em todos os seus níveis pela expansão do capitalismo, e existem estudos científicos sobre o terrível problema que ainda esta por vir sobre nos.

Em matéria da vida humana, as curvas econômicas de produção, já não seguem um ciclo de altos e baixos, mas bem nos encontramos em uma etapa de grande descenso da produção, e pelo tanto, do crescimento econômico mundial.

A nível regional, o panorama planetário e a ruína financeira que se assenta sobre este problema, permitiram que o povo, em base à união e organização popular, tenha chegado ao poder em vários paises, como EL SALVADOR, ECUADOR, NICARAGUA y PARAGUAY, que se somam aos baluartes e símbolos da resistência que são VENEZUELA e logicamente CUBA, nossa estrela guia.

Em nosso país, o povo votou e elegeu a um presidente que tirou a presidência ao partido Colorado que esteve no poder por mais de 60 anos. Mas o governo de Fernando Lugo, não e um governo socialista nem de direita e nem de esquerda, é um governo heterogêneo que ainda busca como se manter na presidência, entre empresários e organizações campesinas. O poder não reside no povo, o partido colorado tem suas garras em vários setores do organismo do estado, UNACE dirige as instancias de decisão no poder judicial, a ALIANZA PATRIOTICA que levou Lugo ao poder esta mais dividida que unida e os demais partidos de centro e direita, procuram se fortalecer em meio do alvoroço.

Os setores de esquerda e progressista realizaram um grande congresso no dia 19 de junho deste ano, com o fim de buscar unir forças e manter o processo democrático tão frágil que vive nosso país, uma aliança estratégica, que por primeira vez após a queda da ditadura, parece que seguira unida por mais tempo e representa quase a totalidade das forças progressistas em nosso país.

Por ultimo, nosso partido, logo de varias reorganizações e trabalho com as massas, hoje em dia é uma forca política com arraigo nas massas campesinas, com grande influencia em setores dos estudantes em varias regiões do país, que busca afiançar o grande crescimento que teve e também recompor a estrutura partidária tão machucada e quase aniquilada pela ditadura e pelos governos pseudodemocráticos colorados.

Assim, o III Congresso da JCP, tem uma grande importância para nós, para o país e para o processo regional, pois é do sangue jovem, da força das novas idéias, das novas gerações que estão vivendo construções mentais e sociais diferentes, que nutriremos nossa JCP, buscando tornar realidade o sonho de Bolívar, Martí e de nosso nunca esquecido Jose Gaspar Rodrígues de Francia, pioneiro na América das idéias de Justiça, Igualdade e Fraternidade, letras vazias que o capitalismo levanta em seus discursos democráticos, experiência vivenciada pelo nosso país na alvorada da pátria até o sangrento genocídio de 1870 com a guerra da Tríplice Aliança.

Companheiras e companheiros, amigas e amigos, camaradas, é neste marco de renovação, de fortalecimento e de avanço do socialismo, que queremos que vocês possam estar presentes e conhecer um pouco mais sobre o processo que estamos vivendo as/os paraguaias/os neste novo amanhecer da pátria.

VIVA A LUTA DOS POVOS DA AMERICA!
VIVA A PATRIA LIVRE, SOBERANA E INDEPENDENTE!
ATÉ A VITORIA SEMPRE – VENCEREMOS!
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JCV Em defesa da nova lei orgânica da educação

JCV adere a marcha em defesa da Lei Orgânica da Educação

Caracas, 12 de agosto

A Juventude Comunista da Venezuela (JCV) aderiu a marcha convocada por diversas forças sociais e políticas programada para a quinta-feira, dia 13 de agosto, ás 10h da manhã, partindo da praça Morelos até a Assembléia Nacional, em defesa da nova Lei Orgânica da Educação (LOE) contra a ofensiva organizada pelos defensores da educação privada.

Esta jornada de mobilização se desenvolve no marco do debate que está promovendo a Assembléia Nacional no processo de aprovação da LOE que permitirá adequar a educação venezuelana aos parâmetros da Constituição Política da República Bolivariana da Venezuela.

Para os e as jovens comunistas venezuelanos a implementação da nova LOE, suas leis especiais e regulamentação deve ser parte de uma ampla discussão entre todos os setores sociais e politicos do país, neste sentido mantêm seu chamado ao desenvolvimento da Constituinte pela Educação Popular.

Este espaço - afirmou Francisco Guacarán, Presidente do Centro de Estudantes da Escola de Sociologia da Universidade Central da Venezuela (UCV) - deveria abordar a nova Lei de Educação Universitária; a organização estudantil e a participação popular no processo educativo.

Por isso, destacou "convidemos aos estudantes, as e os jovens trablhadores, a juventude camponesa e os demais setores juvenis a cerrar filas em defesa da Nova Lei Orgânica da Educação".

Fonte: Tribuna Popular

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fidel Castro - 83 anos de Lutas

No dia 13 de agosto de 2009, o camarada Fidel Alejandro Castro Ruz completa 83 anos de vida e de luta pela construção do Socialismo em Cuba e em todo o Mundo.

A União da Juventude Comunista felicita o camarada e todo o povo cubano oferecendo como presente a nossa solidariedade com a Revolução Cubana em todas as suas frentes de luta.

Parabéns Fidel!

Fidel Castro passa à história como o homem da incansável resistência aos Estados Unidos. Nos anos que permaneceu no poder, Fidel enfrentou dez presidentes norte-americanos, além de um bloqueio econômico, uma invasão apoiada pela CIA e vários atentados. Ele se tornou símbolo da esperança dos países do Terceiro Mundo e dos movimentos de libertação.

Nascido em 13 de agosto de 1926 em Biran, Fidel foi o terceiro de uma família de sete filhos. Seu pai, o espanhol Angel Castro, combateu no Exército colonial da Espanha antes de se instalar na Ilha; a mãe, Lina Ruz, era uma cubana humilde, natural de Pinar del Rio.

Após estudar em colégios jesuítas, Fidel se matriculou na Universidade de Havana em 1945 e saiu formado em Direito cinco anos mais tarde. No ensino superior, adquiriu consciência política, primeiro na Federação de Estudantes Universitários (FEU) e depois como integrante do Partido do Povo Cubano, no qual participou das campanhas contra a corrupção governamental.

Ainda como estudante, Fidel participou em 1947 da frustrada expedição que tinha como objetivo derrubaro ditador dominicano Rafael Leonidas Trujillo. Um ano mais tarde, quando estava em Bogotá para um congresso estudantil, foi surpreendido pelo assassinato do líder progressista colombiano Jorge Eliecer Gaitan e integrou os protestos posteriores, que ficaram conhecidos como “Bogotazo”.

O golpe de estado protagonizado em Cuba, em 10 de março de 1952, pelo general Fulgêncio Batista levou o jovem advogado a optar pela luta armada como via para derrubar o ditador. Em 26 de julho de 1953, depois de 16 meses de planejamento clandestino, Fidel liderou um grupo de patriotas que atacou o quartel de Moncada, segunda base militar mais importante de Cuba. A operação fracassou, mas marcou o ponto de partida da Revolução Cubana. Fidel e seu irmão Raul foram condenados a 15 anos de prisão em 16 de outubro de 1953, em um julgamento no qual o líder rebelde assumiu a própria defesa e, durante um discurso de cinco horas, pronunciou a célebre frase: “A história me absolverá”.

Em 15 de maio de 1955, Fidel Castro e seus companheiros foram anistiados. Depois de fundar o Movimento 26 de Julho partiu para o exílio no México, onde começou a preparar uma nova ação armada contra a ditadura de Batista. Em 2 de dezembro de 1956, a bordo do iate Granma e à frente de 81 homens, desembarcou em Alegria de Pio, na região oriental da Ilha, e sofreu um duro revés: o pequeno grupo expedicionário foi dizimado pelo Exército assim que tocou em terra, mas 16 combatentes conseguiram sobreviver, incluindo Fidel, Raul e Ernesto Che Guevara, e se refugiaram em Sierra Maestra. Protegida pela selva da cadeia montanhosa, a guerrilha começoua atacar as tropas de Batista e a recrutar novos membros entre os camponeses e jovens universitários.

Quase dois anos depois, 10 mil soldados de Batista se voltaram contra a guerrilha de Fidel, na fracassada “ofensiva de verão”. Fortalecidos pela vitória, os rebeldes lançaram a batalha final. A partir daí, centenas de simpatizantes engrossaram as fileiras da guerrilha. Contra todos os prognósticos e depois de 25 meses de combates, os “guerrilheiros barbudos” comandados por Fidel levaram Fulgêncio Batista a fugir de Cuba no dia 1º de janeiro de 1959.

Sete dias mais tarde, o comandante-em-chefe fez sua entrada triunfal em Havana. Após entregar a Presidência da República a Osvaldo Dorticos, Fidel foi designado primeiro-ministro do novo governo em fevereiro de 1959. Fidel permaneceu neste cargo até 1976, quando foi nomeado presidente ao ser eleito para a chefia do Conselho de Estado, cargo instituído por uma nova Constituição, posto em que concentrou as funções de chefe de estado e de governo.

Em 1959, uma das primeiras medidas do governo foi a criação do Tribunal Revolucionário para julgar os repressores pertencentes ao regime de Batista. Ao recordar a época, Fidel disse em 1975: “Este ato elementar de justiça, que era exigido unanimemente por nosso povo, deu lugar a uma feroz campanha da imprensa imperialista contra a Revolução.”

Outra ação adotada logo após o triunfo da Revolução foi a reforma agrária, que expropriou e nacionalizou os latifúndios, pertencentes em 90% a interesses americanos. Em seguida, aplicou uma reforma urbana que passou para as mãos do estado as grandes empresas – também majoritariamente americanas – que controlavam a economia da Ilha. As medidas provocaram a ruptura diplomática com os Estados Unidos em 3 de janeiro de 1961. Sete meses depois, Havana optou por vincularse a Moscou, em uma aliança que teve uma influência determinante por mais de três décadas.

Em abril de 1961, 1.400 mercenários apoiados pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) desembarcaram na Baía dos Porcos e Fidel comandou pessoalmente o contra- ataque. A expedição anti-revolucionária foi derrotada no campo de batalha, mas as ações de sabotagem e de operações guerrilheiras contra o regime continuam até hoje. Em 1962, o jovem regime revolucionário atravessou um período crítico. Washington conseguiu a suspensão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) e deu início ao bloqueio econômico, comercial e financeiro da Ilha.

Em 3 de outubro de 1965, Fidel foi nomeado primeiro secretário do novo Partido Comunista de Cuba (PCC), que substituiu o Partido Unido da Revolução Socialista (PURS), com uma importante transição ao marxismo-leninismo. Sete anos mais tarde, Cuba tornou-se membro do Conselho de Ajuda Mútua Econômica (Came), que reunia os países socialistas do mundo inteiro.
A Revolução Cubana serviu de espelho, principalmente para países do Terceiro Mundo. Uma destas operações, em 9 de outubro de 1967, resultou na morte de Ernesto Che Guevara.

Depois de abandonar todos seus cargos públicos para continuar lutando por seus ideais revolucionários na África, Guevara voltou à América Latina para criar um movimento insurgente
na Bolívia, onde foi capturado e morto. Presidente do Movimento de Países Não-Alinhados de 1979 a 1983, Fidel se tornou um dos líderes mais populares do mundo, com discursos contra o imperialismo, o colonialismo, a exploração e o racismo. Também comandou uma grande ofensiva contra o pagamento da dívida externa.

Fidel Castro exerce uma liderança natural sobre um país de cerca de 11 milhões de habitantes. Mesmo com a crise econômica em Cuba, provocada pelo bloqueio imposto dos Estados Unidos, ele conseguiu manter seus princípios e seguir em frente com seus ideais de solidariedade entre as nações e justiça.

Fonte: Sintese Cubana nº91 Ano II

domingo, 9 de agosto de 2009

ENQUETE: Escolha o Enredo do nosso Bloco de Carnaval


Até o dia 07 de setembro, todos os amigos, companheiros e militantes poderão escolher o enredo do Bloco de Carnaval da UJC. A nossa ENQUETE, localizada na coluna da esquerda desse Blog, apresenta três propostas de Enredo para o Carnaval de 2010.


DIA DE AÇÃO GLOBAL POR HONDURAS

Convidamos todas as organizações e todos os militantes progressistas para um Ato Público de repúdio ao golpe militar em Honduras, em atenção ao chamamento da Via Campesina, apoiado pelos movimentos sociais e políticos hondurenhos que compõem a resistência popular no país (veja abaixo).


DIA: 11 DE AGOSTO (terça-feira)
HORA: 17 horas
LOCAL: Cinelândia, centro do Rio de Janeiro


A todos os povos do mundo:

Tendo passado mais de um mês do golpe militar em Honduras, com 38 dias de uma incansável luta de milhares de camponeses, mulheres, indígenas, professores, estudantes, sindicalistas, e gente simples das cidades e do campo, que lutam para derrotar o golpe e restaurar a democracia e a dignidade, a repressão dirigida pelos golpistas não atingiu o espírito de luta do heróico povo hondurenho.

Esta luta entrou agora em uma fase crucial, pois o movimento camponês hondurenho e a Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado convocaram aos movimentos sociais, sindicais e democráticos, para uma Marcha Nacional que se inicia neste dia 5 de agosto e culminará no dia 11 de agosto em Tegucigalpa e San Pedro Sula.

Em apoio a esta Marcha Nacional e às nossas irmãs e irmãos camponeses e a todo o povo hondurenho, a Via Campesina lhes faz um chamado a um Dia de Ação Global por Honduras, no próximo dia 11 de agosto, visando empreender a solidariedade mais ampla, levando a cabo mobilizações, atos políticos e culturais, ações de pressão e negociação e qualquer atividade possível que ajude o avanço da luta popular hondurenha na derrota do golpe militar.

Solicitamos que nos informem o mais breve possível de seus planos de ação e trabalho neste Dia de Ação Global de Honduras.

GLOBALIZEMOS A LUTA, GLOBALIZEMOS A ESPERANÇA!

(MST, CMP, MTD, Via Campesina, Assembléia Popular, Casa da América Latina, Jubileu Sul, PCB, PSOL, PSTU, Conlutas, Intersindical, Rede Contra a Violência, Comitê da Palestina, PACS, MLB).

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O Fantasma do Neoliberalismo:

ou então, O Neoliberalismo Contra-Ataca

Essa é destinada àqueles que crêem que o Capitalismo de orientação Neoliberal está morto e enterrado. Recentemente, o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, um dos principais intelectuais e formuladores do pensamento neoliberal no Brasil durante o período FHC, defendeu que:

"O BNDES vai ter que, em algum momento, desmamar o mercado, sem prejuízo de continuar a fazer o que tem feito em áreas em que existem falhas de mercado, problemas de coordenação".

E acrescentou ainda que: "à medida que as coisas continuem caminhando bem, pelo menos que não voltem a uma situação de crise aguda, vai ser importante o BNDES voltar a criar um pouco mais de espaço. Porque se ele (o BNDES) continuar a oferecer recursos baratos e de longo prazo, o mercado de capitais nunca vai se desenvolver".

Não que o governo de Lula se distancie significativamente do pensamento neoliberal, mas em alguma medida os investimentos do Estado na área de infra-estrutura tem aumentado, garantindo altas taxas de lucratividade do setor mínero-metalúrgico e energia. Mas soa anacronismo, mesmo para o capitalista mais retrógrado, defender que o Estado, em particular o BNDES, se retire da área de financiamento de grandes projetos de investimento.

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sábado, 1 de agosto de 2009

Manifesto da unidade pela Universidade Popular

Síntese do acúmulo produzido por uma intervenção unitária das Juventudes do Fórum de Unidade dos Comunistas: Juventude LiBre, Juventude Comunista Avançando e União da Juventude Comunista no Congresso da União Nacional dos Estudantes realizado em Brasília-DF entre os dias 15 e 19 de julho, o "Manifesto da Unidade pela Universidade Popular" apresenta ao movimento estudantil universitário brasileiro contribuições, críticas e alternativas.

Manifesto da unidade pela Universidade Popular*

Diante dos ataques que a universidade pública vem sofrendo mais intensamente nos últimos anos, da crise que provoca desemprego em massa, perdas dos direitos trabalhistas e entrega das riquezas naturais de nosso povo, o 51° Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) realizado entre os dias 15 a 19 de julho ignorou todo um passado histórico de lutas do Movimento Estudantil. Já foi o tempo em que cinco dias de Congresso da UNE representariam um período de intenso debate político que instrumentalizasse os estudantes frente ao desafio histórico de defender a educação das garras do mercado.

É lamentável fazer um balanço deste CONUNE e visualizar que este conseguiu ser mais despolitizado e aparelhado que o de 2007. Quando pensamos que a abertura se deu em plenário do Congresso Nacional, que os dois primeiros dias foram de ócio programado, que os atos do dia 16 (PROUNI e Petróleo) foram financiados e regidos pelo Governo Federal, nos perguntamos: onde estará a autonomia de uma entidade que historicamente tinha papel protagonista e que hoje está a reboque do Estado? Os heróicos militantes que dedicaram a sua vida para a luta no movimento estudantil, certamente não poderiam prever algo que foi tão explicito em matéria de aparelhamento partidário. A “primeira participação” de um presidente no Congresso – apresentando sua possível candidata a presidente em 2010 – ouvido por uma claque de estudantes exclusivamente convocados para este fim, foi emblemática da situação atual de subserviência da nossa entidade nacional.

No terceiro dia, a enxurrada de mesas foi assustadora na programação: 25 em um curto espaço de 8 horas, exigindo que um estudante interessado se dividisse em pelo menos 10 pra acompanhar os debates! Ainda assim, temas importantes como o de Ciência e Tecnologia foram simplesmente boicotados. O fim do dia estaria reservado para o pior: os 13 Grupos de Discussão – que em tese deveriam tirar as principais linhas a serem defendidas pela entidade – não existiram! Méritos para a oposição que “forçou” a mesa de Movimento Estudantil, que o bloco governista majoritário da União da Juventude Socialista (UJS) logo se prontificou a abafar, levando parte de seus militantes para fazer guerra de torcida e não para colocar suas posições políticas.

O sábado e o domingo estariam reservados para as Plenárias Finais (ou seriam iniciais?). No sábado seria a definição dos eixos em Conjuntura, Educação e Movimento Estudantil que a UNE defenderia nos próximos 2 anos e no domingo a escolha da Diretoria. Participamos em conjunto com os companheiros da Oposição de Esquerda, defendendo eixos importantíssimos para o movimento estudantil, na defesa da universidade pública e gratuita, contra todas as medidas da Contra-Reforma Universitária, e na defesa do projeto estratégico que o ME carece no momento: a Universidade Popular.

Toda a insuficiência da UNE enquanto entidade organizadora das lutas do ME; autônoma aos governos, partidos e reitorias; protagonista de campanhas históricas pelas riquezas naturais de nosso povo; por um projeto de sociedade mais justa e igual e na luta contra a autocracia da ditadura militar; - ficou exposta de forma emblemática na plenária final de “eleição” da nova diretoria da UNE. O debate se resumiu aos dez minutos de cada chapa, na defesa das bandeiras de cada organização e numa votação em que a “guerra pelos crachás”, se constituía na briga pelas 17 vagas na diretoria executiva (remuneradas) e nas mais de 80 vagas na diretoria plena.

Diante de toda a falta de debates, da necessidade de um congresso de verdade e não de uma fachada institucionalizada de disputa de cargos, apresentamos a chapa “Por uma Universidade Popular”, convocando os estudantes para a necessária reorganização do ME de “baixo pra cima” a partir de cada entidade de base. Convocamos todos a lutar contra os efeitos da crise econômica sobre o povo e pelo o que identificamos como fundamental: a construção de um projeto estratégico do movimento estudantil. Após a apresentação da chapa nos retiramos do processo de eleição da diretoria por entender que não é uma possível diretoria – nas condições já descritas deste congresso – que auxiliará para a reorganização do ME. Na situação despolitizante deste CONUNE, nossa disputa prioritária foi no campo das idéias, buscando construir laços que possam ter repercussões para além deste evento.

ME e a necessidade do projeto estratégico: “Criar, criar, a universidade popular!”


A unidade entre as teses Une de Volta pra Luta, A Hora é Essa e Ciência em Disputa, se deu em torno de alguns eixos: a visualização da conjuntura desfavorável ao conjunto dos trabalhadores do mundo e ao futuro da universidade; a defesa de um projeto de educação que tenha como objetivo a emancipação política, social e econômica do povo; e o chamado “urgente” para a reorganização de movimento estudantil autônomo e combativo, que expresse o clamor das bases organizadas. Essa unidade programática foi uma vitória para o processo de reorganização do ME, pois mesmo com todas as críticas à fragilidade da UNE e sua insuficiência para potencializar as lutas dos estudantes, acreditamos que não podemos nos ausentar deste espaço que é apenas um reflexo da totalidade do movimento.

Saímos deste CONUNE com a certeza de que o Movimento Estudantil tem que superar os seus vícios institucionais, que fazem com que o absurdo da falta de debates seja naturalizado em nome de uma suposta “representatividade da base” sacralizada nos rituais de escolha da Diretoria. Precisamos romper o atrelamento espúrio e a tendência “parlamentarista” que a UNE tem se emaranhado nos últimos tempos, delegando todas as lutas para os gabinetes fechados, ignorando as ruas e as ocupações de Reitoria.

Chamamos todos os companheiros da “Oposição de Esquerda” para uma unidade real nas lutas de base, que supere o imediatismo da unificação nos períodos de escolha da Diretoria da UNE. Para isso, acreditamos que é imprescindível ampliar o movimento por uma universidade popular: debatendo e formulando rumos para o movimento estudantil; questionando a que(m) serve a produção de conhecimento da universidade; que lute pela democracia interna das universidades disputando seus projetos; sendo críticos e criadores do novo conhecimento para a emancipação de nosso povo trabalhador; pintando a universidade com as cores dos movimentos sociais, com a cara dos operários, camponeses e todos setores explorados de nossa sociedade!

Sabemos que a Universidade Popular não se realizará plenamente nesta sociedade regida pela ordem do Capital, mas compreendemos que é preciso ir além do debate sobre qualidade e de resistência às políticas governamentais. É necessário apontar para quem queremos tal qualidade. A ciência e tecnologia devem ser bases para a construção de um projeto popular de transformação social, exigindo do Movimento Estudantil que postule uma Universidade ao lado daquele a quem deve servir: o povo.

“Vem estudante, vamos lutar!... Por uma Universidade Popular!”

*Assinam este manifesto as teses “Une de Volta pra Luta”, “A hora é essa” e “Ciência em disputa”, que constituíram no CONUNE a chapa “Por uma Universidade Popular”.

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Imobilidade Estudantil

Ao término do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), no último domingo, 19, o que todos já sabiam aconteceu: vitória de Augusto Chagas, estudante da USP, que encabeçava a chapa da União da Juventude Socialista (UJS), a juventude do PCdoB.

A UJS domina a entidade há quase vinte anos e, após as duas eleições de Lula, conseguiu subsídios federais sob a forma de repasses de verbas públicas, além de contribuições, para a organização de congressos que pouco ou nada representam em termos de avanços das lutas estudantis, tal como o encerrado na última semana.

A confirmação da direção formada por militantes da UJS e correligionários, baseada no apoio à política adotada pelo PT nos últimos anos, já causou graves feridas à imagem e à história de lutas da entidade. Fato é que, no passado, eram levantadas bandeiras em favor do monopólio estatal do petróleo, da luta pela democracia, vozes e ações militantes contra a ditadura e o imperialismo, solidariedade internacional a Cuba, presença destacada na campanha pelas Eleições Diretas e pelo impeachment de Fernando Collor de Mello, através das passeatas comandadas pelos "caras pintadas". Na contramão deste passado de lutas, ao qual se junta o período glorioso dos Centros Populares de Cultura - os CPCs da UNE, de onde saíram artistas e intelectuais brasileiros de renome, hoje predomina, da parte das direções da UNE, uma postura imobilista e a defesa das políticas do governo para a educação. É sintomática e patética a atitude passiva e de total silêncio perante as alianças esdrúxulas de Lula com o que há de pior na política nacional: a família Sarney e Collor de Mello.

As recentes diretorias da UNE, após muitos Congressos de “crachás marcados”, afastaram-se cada vez mais do estudantado brasileiro, fazendo com que a UNE perdesse sua identidade combativa, pois preferiram apoiar-se nos braços seguros do governo Lula. Seus principais momentos de deliberação, que deveriam girar em torno do debate democrático, são submetidos às malandragens dos que necessitam manter-se na direção. Opositores são sabotados e tudo, no final, se resume a uma votação orientada pelas lideranças.

No entanto, pelo passado histórico, a UJC defende, apesar da linha política adotada pelos militantes da UJS, a manutenção da entidade como aglutinadora do movimento estudantil. A história já provou que a criação de entidades paralelas, formadas de “cima para baixo”, sem a ampla participação dos maiores interessados, neste caso, os estudantes universitários, não resolve as questões organizacionais.

A UJC é oposição à diretoria atual da UNE e será sempre quando sua direção agir contra os verdadeiros interesses do movimento estudantil e se calar diante das políticas antipopulares adotadas pelos governo. A UJC é oposição à UNE porque “educação não é mercadoria”, e a política educacional não pode continuar sendo a atual, que favorece os tubarões do ensino, permite o crescimento sem freios da iniciativa privada na educação, das universidades-mercado, dos cursos à distância sem fiscalização alguma, do ataque aos direitos dos profissionais do ensino, dos salários rebaixados dos professores. A UJC e o PCB propõem uma mobilização nacional pela reconstrução da UNE, pela retomada da postura combativa da entidade histórica representativa dos estudantes e em defesa da Educação Superior pública, gratuita, de qualidade.

União da Juventude Comunista :: Nova Friburgo RJ - UJC
http://ujcfriburgo.blogspot.com
ujc.friburgo@gmail.com

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terça-feira, 28 de julho de 2009

82º ANIVERSÁRIO da UJC


domingo, 26 de julho de 2009

Transformar a Cordilheira dos Andes na Sierra Maestra da América Latina

Hoje, Cuba celebra os 56 anos do ataque ao Quartel Moncada, localizado no oriente da ilha, na cidade de Santiago.

O dia 26 de Julho é para os revolucionários cubanos o dia mais importante dos movimentos políticos que culminaram na Revolução Cubana. Neste dia, um grupo armado anti-Batista atacou o principal quartel das províncias orientais, para em seguida tentar deflagrar os levantes rebeldes por todo o país, e contribuir na derrota do governo ditatorial de Fugêncio Batista.

O ataque foi derrotado, muitos heróicos combatentes tombaram e outros foram presos. Entretanto, o ato se transformou numa representação simbólica grandiosa e foi decisiva para a construção de movimentos de resistência ainda mais combativos. Uma mensagem foi clara: a possibilidade de derrubar Batista era real.

Tão importante foi o ataque que se transformou no movimento revolucionário de maior vigor, o Movimiento 26 de Julio (M26J). O M26J se embrenhou nas matas de Sierra Maestra, combateu as forças militares da burguesia cubana, conquistou a legitimidade perante os trabalhadores de toda ilha e "tomou de assalto os céus", nas palavras de Marx ao se referir à Comuna de Paris. A Revolução triunfou em janeiro de 1959 e tornou a data de 26 de Julho o símbolo maior da luta pela liberdade, pela justiça e pelo socialismo.

A UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA, orientada pelos princípios do internacionalismo revolucionário, celebra a data junto com os trabalhadores de todos os países, agradece o exemplo que nos serve de inspiração, parabeniza por todas as conquistas sociais, políticas, culturais e econômicas da Revolução; e, orgulhosamente, se sente parte de todo o processo, como se nós mesmos tivéssemos combatidos lado a lado com os guerrilheiros do M26J em Sierra Maestra.

VIDA LONGA A REVOLUÇÃO CUBANA!
OUTROS 26 DE JULHO VIRÃO!


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quinta-feira, 23 de julho de 2009

AVALIAÇÃO 15° CONGRESSO UEE/RJ

Mas pode chamar de "A Miséria da Política"

Realizado durante os dias 3 e 5 de julho, o 15° Congresso da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE/ RJ) representou a possibilidade, de uma entidade tão distanciada de sua base, retomar o diálogo e de se tornar um fórum de debate sobre os rumos do movimento estudantil fluminense.

Infelizmente, o quadro que se verificou não foi esse. Mais uma vez a entidade foi conduzida, por parte do campo governista, como uma correia de transmissão de projetos governamentais e partidários. Debates de suma relevância, como a questão da exploração do petróleo da camada do pré-sal, foram pautados por uma lógica na qual os interesses que prevaleceram eram os da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Também pudera, não por acaso, presidida por Haroldo Lima, do mesmo partido dos principais dirigentes da UEE e da UNE. Assim, os interesses dos setores popular e estudantil foram preteridos em troca de cargos no governo de Cabral e de Lula.


Nos debates sobre educação, o que se percebeu foi a realização de um grande esforço para alinhar as discussões com os projetos dos atuais governos federal e estadual. Esses mesmos projetos, na nossa compreensão, possuem claro caráter privatista, como o Prouni e a entrega da educação pública às OSs (organizações sociais) e empresas privadas. Assim, mostra-se, mais uma vez, a carência que existe no movimento estudantil de se pautar e formular um projeto estratégico sobre educação, que seja popular, crítico e revolucionário.

Desta forma, as suas intervenções da UJC no debate sobre educação estiveram orientadas pela centralidade da discussão de um modelo de educação superior alternativo a esse. Um modelo na qual as necessidades da sociedade, e não do mercado, sejam levadas em consideração. Chamamos este modelo de Universidade Popular. Este projeto para a UJC, já discutido em diversos documentos da nossa organização, é de suma importância, pois, através dele, quebramos a lógica imediatista presente em diversos setores do movimento estudantil, seja do campo governista, seja da oposição de esquerda. Neste sentido, também rompemos com o paradigma corporativo no ME, já que a luta por uma educação que atenda as demandas populares está diretamente atrelada a luta de diversos setores em nossa sociedade e segmentos que visam a construção de uma nova sociedade.

Outro fato lamentável, que merece ser citado, foi a tentativa, dos militantes do PT e UJS/ PCdoB, de “blindar” o atual governo do Sr. Sérgio Cabral Filho (PMDB). Porém, a atuação da UJC, junto com outros setores do campo de oposição de esquerda, que se mantiveram firmes na luta pelo debate, foi decisiva e representou uma importante vitória. Entretanto, a linha aprovada no Congresso é dúbia em relação ao governo Cabral e sua política a serviço das classes dominantes.

Cabe criticar também a estrutura burocratizada e anti-democrática dos Congressos da UEE e da UNE. As decisões políticas, os conchavos e as escolha das diretorias acontecem antes do congresso se iniciar. A organização que dirige a entidade é a mesma que distribui os crachás de delegados e decide quem pode votar ou não. Quem controla "as comissões de credenciamento", o TRE da UNE, é quem dá as cartas. Não há espaço para disputa política, não há espaço para debates profundos, uma "miséria na forma de se fazer política".

A união das forças de esquerda representou um avanço do ponto de vista político, porém, devemos construir uma aliança programática que vise a reconstrução do movimento estudantil e suas entidades na base, principalmente, nas lutas concreta do quotidiano. Não pautaremos nossa atuação por entidade alguma, continuaremos presentes nas lutas populares e dos estudantes, sem rebaixar nossos projetos políticos e sempre dispostos ao debate franco e democrático, com quem quer que seja. Esperamos encontrar a UEE/ RJ nas lutas e ajudar na sua reconstrução. Contudo, essa reconstrução não deve ser feita em gabinetes, em reuniões ou nas distribuições de cargos. É fundamental que a UEE se faça presente na luta como um verdadeiro instrumento a serviço dos interesses dos estudantes e auxilie na elaboração de uma alternativa ao modelo educacional fluminense.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A UNE FOMOS NÓS, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!

O congresso da UNE na semana passada começou e acabou no mesmo dia. Após a palavra do primeiro orador, não havia mais o que discutir.

Logo na abertura, acompanhado de sua candidata à sucessão, o Presidente da República - que havia mandado o Estado pagar a conta do evento - deu o tom e a linha política, defendendo um programa de seu governo (PROUNI) que deveria ser objeto de um grande debate num congresso de estudantes, já que repassa verbas públicas para o ensino privado, os "tubarões do ensino", no antigo jargão da UNE.

Mas como criticar o programa, se o Ministério da Educação entrou com 600 mil reais, na "vaquinha" estatal para organizar o congresso, cuja prestação de contas, como a das famosas carteirinhas, ninguém verá. A UNE, que já foi uma escola de política, se transformou numa escola de políticos, no pior sentido da palavra.

O importante para os organizadores do "congresso", na verdade, foi o ato público de louvação a Lula e apoio à sua candidata em 2010. O resto é a matemática de contar os crachás de delegados levados pela máquina e eleger quem vai exercer a presidência da entidade, meio caminho andado para a Câmara dos Deputados.

Não faltou também uma passeata sobre o tema do petróleo. Não com o discurso combativo dos anos cinqüenta do século passado, em que a UNE foi um dos baluartes da campanha "O PETRÓLEO É NOSSO". A manifestação chapa branca foi contra a CPI da Petrobrás e não pela reestatização da empresa, como lutam unitariamente as forças progressistas, em torno da atual campanha O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO.

Também, pudera. A maioria da direção da UNE é do mesmo partido que dirige a ANP, a agência que opera a privatização e a entrega do nosso petróleo às multinacionais.

Mas a juventude brasileira não pode entregar os pontos. Não pode desistir de resgatar a independência e a tradição de luta da UNE, rendendo-se aos que a aparelham e envergonham a sua história. Também não se trata de criar uma UNE paralela, um outro aparelho partidário, outra forma de se render à maioria eventual que hoje desvia a entidade de seus objetivos.

A juventude brasileira que ainda se rebela contra a injustiça e a iniqüidade precisa construir um amplo MOVIMENTO PELA RECONSTRUÇÃO DA UNE que, a partir das escolas e dos Centros Acadêmicos, tome nas mãos as rédeas do movimento estudantil e saia às ruas de todas as cidades brasileiras, voltando a gritar bem alto o mais histórico refrão da entidade:
A UNE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!

Ivan Pinheiro - Secretário Geral do PCB


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Os companheiros do Presidente

Fotos 1 e 2 (acima). Difícil encontrar imagem melhor para caracterizar o atual governo.
Os Companheiros de Lula para lulista nenhum botar defeito. O abraço no Collor, o presidente neoliberal, e o palanque com Sarney, ex-líder da Arena, partido oficial da ditadura militar.

Foto 3 (abaixo). O "companheiro" Lula quando era adversário do "caçador de marajás".

E o mais interessante é que não foi o Collor, nem o Sarney, nem o Jader Barbalho, nem o Severino Cavalcanti que mudaram de lado...

terça-feira, 7 de julho de 2009

REFORÇAR A SOLIDARIEDADE MUNDIAL FRENTE AO GOLPE EM HONDURAS

(Nota Política do PCB)

A Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem a público manifestar seu repúdio ao golpe militar em Honduras, expressar sua irrestrita solidariedade ao povo hondurenho, exigir que o presidente constitucional, Manoel Zelaya, seja imediatamente reconduzido ao cargo para o qual foi eleito e conclamar o povo hondurenho a resistir aos golpistas de todas as formas até derrotar essa tentativa fascista de mudar o curso político na região.

Trata-se de uma atitude desesperada de uma oligarquia brutal que domina o País e que visa com este golpe brecar as aspirações da população por mudanças, de forma a manter seus privilégios seculares. Honduras vinha vivenciando um processo de democratização desde a eleição do presidente Zelaya, com suas ações no sentido de restringir os privilégios das elites, favorecer os camponeses e incorporar-se à ALBA. Esse processo iria se intensificar com uma consulta popular, que abriria espaço para a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

Inconformada com os avanços e com a participação popular na política, as oligarquias recorreram à sua velha fórmula para continuar saqueando o País: implementaram o golpe de Estado, seqüestraram o presidente legitimamente eleito e o exilaram na Costa Rica, num enredo típico que relembra os velhos tempos das ditaduras sanguinárias latino-americanas, de triste memória para os povos da região.

Apesar das declarações dúbias de Barack Obama a respeito – diante do repúdio da opinião pública mundial e da grande maioria dos governos nacionais, inclusive europeus – há fortes evidências da participação da embaixada norte-americana, de multinacionais, da USAID e da CIA na preparação e execução do golpe. Afinal, o imperialismo ianque é o maior interessado em frear as mudanças na América Latina.

O PCB também destaca que na articulação deste golpe tiveram um papel importante os meios de comunicações conservadores da América Latina que, com desinformação e manipulação, criaram um ambiente propício para que a oligarquia e os militares rompessem o processo constitucional em Honduras. Esses meios de comunicação têm sido o principal instrumento ideológico de resistência às mudanças que vem ocorrendo na América Latina, o que torna urgente a luta pela democratização dos meios de comunicação na região.

Queremos ressaltar que este golpe é uma afronta a todos os povos da América Latina. Por isso, nenhum governo deve reconhecer os golpistas. O PCB conclama o povo hondurenho a resistir de todas as formas possíveis para derrotar o golpe. Além disso, as forças progressistas da América Latina devem ir imediatamente para as ruas, manifestar na prática sua solidariedade ao povo hondurenho e ao governo constitucional do presidente Zelaya.

Rio de Janeiro 28 de junho de 2009
Comissão Política Nacional do PCB

JÁ COMEÇA A RESISTÊNCIA POPULAR CONTRA O GOLPE





Militantes do MST assassinados

Enquanto a grande mídia dá uma ampla cobertura ao funeral do cantor pop Michael Jackson, no agreste Pernambucano, o poder das oligarquias (que não é combatido com uma reforma agrária substancial) assassinou 5 militantes do MST!

A UJC deve prestar sua solidariedade militante ao companheiros do MST diante de mais esse ataque do coronelismo que se mantem como forma de poder político em pleno século XXI e não é confrontado pelo governo Lula, que persiste com a conciliação de classe e a falácia de que no Brasil não existe violência no campo.

Mais detalhes: www.mst.org.br

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Tropas Brasileiras atiram contra a população do Haiti

Segue abaixo um vídeo-denúncia, que mostra as tropas brasileiras atirando contra a população haitiana. O povo do Haiti, ao se manifestar publicamente em defesa da lei de reajuste do salário mínimo, aprovada no legislativo e contestada pela burguesia local, foi violentamente reprimida pelas tropas da forças de "Paz" (!) da ONU, comandadas pelas Forças Armadas Brasileiras.

O governo Lula, ao optar pelo envio de soldados brasileiros à nação soberana do Haiti, prestou um grande serviço ao imperialismo norte-americano. Um "verdadeiro ato de camaradagem"., que só se faz entre bons amigos. Ao invés de enviar, eles mesmos, suas próprias tropas, os E.U.A. contam com um governo-capacho, um "sub-imperialismo" que se sujeita a qualquer coisa em troca de apoio para conquistar um assento no Conselho de Segurança da ONU.

Não faz muito tempo, a esquerda internacionalista gritava em prol das nações subjugadas, a favor do "direito às nações a autodeterminação". A defesa de partidos que ainda se auto-intitulam de esquerda a este massacre, como o PT, PSB e o PCdoB, indicam que os mesmos seguem a firme linha política de se afastar dos movimentos populares, da luta contra o imperialismo e da transformação revolucionária da sociedade.

Agora que cumpre com seu papel imperialista-militar, só resta ao Brasil cumprir com o seu papel imperialista-financeiro e emprestar dinheiro ao FMI, para que esta instituição continue a extorquir as nações mais pobres e extrair todas as suas riquezas, através dos juros.

O quê? O Brasil já emprestou? Então, não falta mais nada!



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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mais do Mesmo

Mais do Mesmo
(http://www.estadao.com.br/economia/not_eco392305,0.htm)

No novo encontro da ONU (Organização das Nações Unidas), Campanha da ONU pelas Metas do Milênio, um relatório foi divulgado para enfatizar o que é bem conhecido: em UM ANO, a ajuda financeira aos países que sofreram com a crise - países esses que fazem parte do G-7 (Grupo dos 7 Países mais ricos do mundo) e alguns poucos mais - foi maior que em 49 ANOS de "assistencialismo" internacional aos países pobres, em desenvolvimento, periféricos, etc, para usarmos os termos burgueses.

"Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 trilhões em doações de países ricos.

Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública."

Mero detalhe é que esse encontro tem o intuito de identificar os problemas da crise financeira atual, a pior desde 1930, e elaborar novo plano de ação para que os países pobres não sofram mais; só que se o problema atual foi gerado por um sistema que precisa de suas crises cíclicas para se manter, como nele podemos evitar os problemas sociais por ele mesmo criado e perpetuado?

Esses seres da razão ainda não compreenderam que não há salvação, muito menos redenção, porque para cada novo investimento o agravamento social é maior e, consequentemente, insuperável, seja onde for, isso trocando miúdos pouco esmiuçados.

"O relatório da Campanha pelas Metas do Milênio argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política."

Continuo procurando uma forma de separar o joio do trigo, quero dizer, o ser social do ser político. E olha que isso me parece um pouco rousseauniano.

Esperemos o fim da reunião, no dia 26.07.09, para, assim, avaliarmos com mais rigor o que virá de responsabilidade sócio-estrutural.

Mari.

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domingo, 14 de junho de 2009

Ato de Repúdio ao Presidente do Peru, Alan Garcia



A Casa da América Latina estará promovendo Ato de Repúdio ao Presidente do Peru Alan García, pelo massacre aos campesinos indígenas que está ocorrendo na região. Há pelo menos a dois meses vêem os campesinos estão sofrendo com forte repressão por parte do Governo Peruano e forças conservadoras encasteladas no País, essa situação tem obrigado diversas lideranças indígenas a se refugiarem.
Contamos com a Solidariedade e apoio de todos ao Ato.


Dia: 17/06/09( quarta-feira)
Horário: 11hs.
Local: Em frente ao Consulado do Peru
Av. Rui Barbosa, próximo a maternidade Fernando Figueira (Praia do Flamengo)

Apoios:
IPDH-
João Luiz Pinaud-RAMA-RJ
MST
FIST
PCB
Sindicato dos Jornalistas e Profissionais do Estados do Rio de Janeiro
Pastor Mozart Noronha- Pastor Lutherano
Modesto da Silveira- Dirigente nas Causas dos Direitos Humanos
CECAC
MTD


quinta-feira, 4 de junho de 2009

UJC na luta da campanha " O petróleo tem que ser nosso"

Nesta sexta feira, a UJC juntamente com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) estará na Cinelândia para recolher assinaturas, panfletar e dialogar com os trabalhadores sobre a campanha "O petróleo tem que ser nosso!".

Convocamos todos os interessados e que lutam por um minímo de autonomia e justiça social, a ingressarem nesta luta contra mais um ataque do capital.

Nesta sexta feira (dia 5), 16 horas na CINELÂNDIA!
Participe!!!

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

OEA e Cuba

OEA (Organização dos Estados Americanos), por unanimidade, derruba resolução que impedia a participação de CUBA na entidade.


A Assembleia Geral da OEA resolveu:

"(1) Que a resolução VI adotada em 31 de janeiro de 1962 na 8ª reunião de consulta de ministros das Relações Exteriores, mediante a qual se excluiu o Governo de Cuba de sua participação no Sistema Interamericano, fica sem efeito na Organização dos Estados Americanos. (2) Que a participação de Cuba na OEA será o resultado de um processo de diálogo iniciado por solicitação do Governo de Cuba e em conformidade com as práticas, os propósitos e princípios da OEA.

Creio que devemos ter alguma cautela antes de proclamar tal fato como uma vitória diplomática dos governos mais progressistas do continente americano. O próprio governo cubano vinha enxergando as discussões na OEA com um certo ceticismo. Cuba não aceitava quaisquer condições impostas pelo governo dos EUA para que a entidade a aceitasse. "¿Cuál es la "democracia" y los "derechos humanos" que Estados Unidos defiende? ¿Era realmente necesario lanzar esa humillante y prepotente advertencia?" Declarou Fidel Castro recentemente.

Apesar da prepotência dos estadunidenses, há algo de simbólico que pode assumir um caráter positivo para a Revolução Cubana. Até pouco tempo atrás, seria inimaginável que qualquer governo dos EUA pudesse aprovar tal resolução. O governo de Barack Obama aprovou.

A defesa do retorno de Cuba à OEA já foi tratada por diversas vezes em outras ocasiões e contextos distintos. Por que só agora isso aconteceu? O que mudou?

A derrubada da resolução na OEA me parece que foi possível por duas razões.

A administração de Obama não se trata, de modo algum, um governo progressista, foi colocado ali para atender, exclusivamente, os interesses da acumulação capitalista nos EUA. Parece que o fundamentalismo conservador dos últimos anos começou a atrapalhar os negócios. A imagem dos EUA se deteriorava mesmo dentre organizações, partidos e pessoas de orientação política mais à direita. Essa imagem perversa dos norte-americanos, de alguma forma, atravancava a "construção de um ambiente favorável aos negócios" em escala global. Aí surge Obama, o "salvador", o presidente negro, de família africana, supostamente sensível às causas dos mais oprimidos em qualquer parte do mundo. Em outras palavras, um presidente na medida certa para melhorar a imagem do capitalismo norte-americano, e conseqüentemente, permitir o "natural" ciclo de acumulação capitalista sem qualquer aborrecimento. Bastante conveniente!

O que a resolução da OEA tem haver com isso? O discurso de defender o diálogo dom o governo Cubano faz parte da estratégia estadunidense. Assim, construir a ideia de que os EUA, agora sob o governo do herói Obama, é muito menos perverso que os antecessores é uma condição sine-qua-non para desatolar a maior economia mundial.

A segunda razão diz respeito ao crescimento da importância geopolítica dos governos mais à esquerda da América Latina, tais como, Rafael Correa no Equador, Evo Morales na Bolívia, e principalmente, Hugo Chávez na Venezuela. Com alguma dose de boa vontade, poderíamos colocar a contribuição da presença dos governos brasileiro, argentino, chileno e nicaraguense. Os três primeiros são bem próximos à Revolução Cubana. Os demais citados possuem alguma proximidade na retórica e muitas léguas de distância na prática, mas pelo menos não se incomodam com a presença de Cuba em fóruns diplomáticos internacionais.

Só foi possível a aprovação da resolução na OEA em função da crescente importância geopolítica da América Latina nesta crise. Segundo dizem, uma das regiões menos atingidas pela mesma. Essa importância geopolítica se transformou em ação na medida em que os países do continente perceberam as reais possibilidades de fazer com que os EUA recuem nas posições adotadas frente Cuba.

É possível enxergar algo de positivo na resolução da OEA. No entanto, não devemos cair em qualquer ilusão. É um passo na direção correta, mas pequeno demais frente à longa marcha a ser percorrida.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

CPI da Petrobras

Chegamos ao cúmulo do ridículo!

Hoje foram anunciados nomes que, pela base governista, farão parte da CPI da Petrobrás.

Dificil recordar dos demais depois da grande surpresa: Fernando Collor.

O mesmo que, em 1989, debatia contra o Lula (atual presidente brasileiro) com ríspidas críticas e, na controvérisa do assunto, o mesmo Lula, de calças jeans, tentava, em vão, desmoralizar o que, na época, passou a ser nosso presidente.

Não que o perdão nunca chegue, porque, como vimos, chegou; mas que cara de pau seria suficiente para defender tamanho rombo político-cultural do Partido, outrora, dos Trabalhadores?

A CPI é inutil e desnecessária para a classe proletária, só não é para os futuros possuidores de cargos nacionais, sim, porque não podemos esquecer as eleições vindouras. Que venha 2010!

Quando a crítica é feita à essa CPI da Petrobrás é mais por conteúdo do que por moralismo, afinal, não elenca pontos como a falta de segurança no trabalho, o desrespeito trabalhista, a privatização da nacional, a exploração indevida praticada pelos seus forncedores... mas quer investigar ong's (organizações não-governamentais), doações, indicações... Apurem isso em outro âmbito, mas não nesse, um dos poucos que pede a participação popular dos "cidadãos" de bem, eleitores e mantenedores da democracia brasileira.

Mas espera um pouco? CPI e democracia, o que tem a ver?

Talvez nada, mas precisamos incitar o povo!

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fotos do 1º de Maio (Dia dos Trabalhadores)

Qual é o significado do PRIMEIRO DE MAIO?

Enquanto algumas Centrais Sindicais Pelegas aproveitam o 1º de maio para desvia-lo da questões chaves e transforma-lo em um espetáculo, com shows, sorteios de carros,

a UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA e demais organizações revolucionárias celebram a LUTA dos TRABALHADORES EM TODOS OS PAÍSES contra as classes opressoras e o imperialismo.

FOTOS DO DIA DO TRABALHADOR, EM SANTA CRUZ (RIO DE JANEIRO)











domingo, 17 de maio de 2009

Cine Clube da ABI e o da Casa da América Latina convidam:

Os Cine Clubes da ABI e o da Casa da América Latina reiniciam as atividades no próximo dia 21 de maio, às 19 horas, no 7º andar da ABI , na rua Araújo Porto Alegre, 71, com a apresentação do documentário:

Bolívia: A Guerra do Gás

do cineasta argentino Carlos Pronzato. Esse documentário faz parte da série temática sobre a América Latina, que constará de filmes cubanos como Memória do Subdesenvolvimento, bem como o clássico “Estado de Sítio”, de Costa Gravas, entre outros.

O filme mostra como os movimentos sociais bolivianos se mobilizaram e alcançaram uma grande vitória popular, no início do Terceiro Milênio, que permitiu ao Estado boliviano ter o controle dos hidrocarburetos, uma luta histórica que demonstrou concretamente que uma outra Bolívia é possível, uma Bolívia distinta do tempo em que uma oligarquia que favorecia uma minoria abastada controlava o país e permitia que suas riquezas fossem dilapidadas por poderosos grupos internacionais.

Dirigentes de movimentos sociais que participaram da mobilização vitoriosa dão seu testemunho neste documentário de Calos Pronzato.
Contamos com sua presença
Saudações Latino Americanas

sábado, 16 de maio de 2009

MOÇÃO DE REPÚDIO À POLÍTICA PRIVATISTA GOVERNAMENTAL PARA COM A EDUCAÇÃO

MOÇÃO DE REPÚDIO À POLÍTICA PRIVATISTA GOVERNAMENTAL PARA COM A EDUCAÇÃO

O governo estadual, seguindo a política neoliberal e seu nefasto e já reconhecido conceito de estado mínimo, vem, através do Decreto nº 41.497, de outubro de 2008, entregando a educação pública à iniciativa privada.

O conjunto do ME compreende que é dever do Estado cobrar que as empresas paguem seus impostos, além de possuir como obrigação constitucional oferecer educação pública e de qualidade à todos, de forma indistinta.

Esse infeliz projeto abre espaço para que o setor privado intervenha, de acordo com seus interesses, no Plano Político Pedagógico (PPP) das escolas. A educação deve ter como principal objetivo uma formação plena e crítica de indivíduos conscientes de seu papel na sociedade.

Esta deve ser a principal beneficiária do processo educacional e não as poucas empresas que obtém grandes lucros explorando essa mão-de-obra pouco qualificada e sem algum senso crítico.

*Moção apresentada pela UJC no Congresso da Associação Municipal de Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro, em 9 de maio de 2009. Aprovada por consenso e lida no Plenário.

MOÇÃO DE REPÚDIO À POLÍTICA PRIVATISTA DO GOVERNO MUNICIPAL A CERCA DA EDUCAÇÃO, SAÚDE E CULTURA

MOÇÃO DE REPÚDIO À POLÍTICA PRIVATISTA DO GOVERNO MUNICIPAL A CERCA DA EDUCAÇÃO, SAÚDE E CULTURA

A cidade do Rio de Janeiro está, definitivamente, entregue aos interesses das classes dominantes. O quadro se confirma com a aprovação, em 1º turno, do Projeto de Lei 02, de autoria do próprio Prefeito Eduardo Paes. Esse projeto transmite as escolas municipais às organizações sociais (OS). As OS são, na verdade, o mascaramento das organizações não-governamentais, que retiram todo e qualquer dever do município com a educação do Rio de Janeiro.

Na gestão de César Maia e do ex-governador Anthony Garotinho, as tentativas de colocar em prática este projeto tiveram resultados desastrosos, já que as ONG’s contavam com profissionais incapacitados, atrasavam o pagamento dos contratados, além de desviarem verba pública e não prestarem conta aos órgãos administrativos e educacionais.

O mesmo caminho se trilha com relação à saúde e cultura no município. Existe o objetivo de transferir os recursos públicos para a gerência de empresas privadas. Logo, o acesso à saúde e cultura ficará restrito aos que possuem condições de pagá-los.

Acreditamos que cabe ao conjunto do ME lutar pela democratização desses acessos, impedindo a privatização dos mesmos.

*Moção apresentada pela UJC no Congresso da Associação Municipal de Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro, em 9 de maio de 2009. Aprovada por consenso e lida no Plenário.

MOÇÃO DE REPÚDIO CONTRA O CHOQUE DE ORDEM DA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO: NÃO À CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA

MOÇÃO DE REPÚDIO CONTRA O CHOQUE DE ORDEM DA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO: NÃO À CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA

Diferentemente das áreas de educação, saúde e cultura, onde a prefeitura se retira entregando a administração aos interesses privados, na segurança pública o que temos é o quadro de repressão à classe trabalhadora. Além de ser jogada no mercado informal de trabalho, a classe trabalhadora é impedida de buscar condições mais dignas de sobrevivência.

A criminalização da pobreza em nosso município, não se dá apenas sobre os trabalhadores informais.

Nas comunidades carentes o que se vê é a derrubada de moradias e o cercamento das mesmas por muros! Isso demonstra o compromisso do prefeito Eduardo Paes com a construção de uma “cidade partida”.

O ME repudia tais políticas de caráter fascista, que reprime e marginaliza a pobreza ao invés de apontar medidas substanciais para superar o atual quadro.

*Moção apresentada pela UJC no Congresso da Associação Municipal de Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro, em 9 de maio de 2009. Aprovada por consenso e lida no Plenário.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

III Plenária Nacional da campanha " O petróleo tem que ser nosso"

III Plenária Nacional
Importantes decisões nos rumos da campanha do petróleo deverão ser tomadas nos dias 12 e 13 de maio

Fonte: Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br)

A III Plenária Nacional da Campanha do Petróleo acontece nos dias 12 e 13 de maio, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, São Paulo. Polêmicas que têm sido evitadas, na expectativa de priorizar a construção da unidade, devem ser aprofundadas nesses dois dias de debates. Nesse momento, o confronto das diferenças é necessário para que a campanha avance. ProgramaçãoNo primeiro dia (12) serão instaladas mesas de manhã e à tarde, para aprofundar o entendimento de diferentes temas. De manhã, a discussão vai girar em torno do histórico sobre as matrizes energéticas, as lutas e o desenvolvimento social, alternativas sustentáveis. Essa primeira mesa será coordenada por representantes do MST e do PCB. À tarde, os temas enfocados são: Papel estratégico do petróleo; Geopolítica do petróleo; Controle Popular e Soberania. A coordenação será do Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás e da Consulta Popular (CP). À noite, haverá uma atividade de integração e estudo livre.

Mas o debate deve esquentar no segundo dia (13), durante a plenária, quando as principais decisões serão encaminhadas. Será feito um balanço do que foi construído até agora, depois serão avaliados os desafios para a organização unitária da campanha. Em seguida, o plenário delibera sobre materiais, finanças, formação dos coletivos estaduais, municipais e de base, dentre outros pontos. Representações do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Assembléia Popular (AP) coordenarão os trabalhos.Dentre as entidades nacionais representadas na plenária estão sendo esperadas: sindicatos de petroleiros, Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Via Campesina, Assembléia Popular (AP), Consulta Popular (CP), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MDT), Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Jubileu Sul-Brasil, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Comissão Pastoral da Terra (CPT), UNE, FOE/Frente de Oposição de Esquerda, Marcha Mundial de Mulheres, Casa da Mulher Trabalhadora (Camtra), Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal (Abeef), Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) as centrais sindicais CUT, Conlutas, Intersindical, CTB e os partidos políticos PCB, PSOL, PSTU, PT, PJR, PC do B.


terça-feira, 12 de maio de 2009

Caderno de Debates nº 2, da INTERSINDICAL



A Unidade Classista
convida:
lançamento
do Caderno de
Debates
nº 2, da
INTERSINDICAL









“Crise: a classe no olho do furacão.”
Por que poucos com muito e muitos com tão pouco?


Data: 22 de MAIO de 2009, sexta-feira
Horário: 18h30min
Local: Auditório do Sind-Justiça/RJ

Endereço:Travessa do Paço, nº 23, 13º andar, Castelo, Rio de Janeiro, RJ (atrás da Igreja de São José, entre o Forum Central, na rua Erasmo Braga e a Alerj, na rua São José)

Unidade Classista fortalece a INTERSINDICAL

unidadeclassistarj@gmail.com


Rua Teotônio Regadas, 26/402, Lapa, Rio de Janeiro/RJ
(21) 2509-2056, 9991-1444, 9359-7363, 8759-3225,

9480-8419. 9635-0243 e 8201-2451


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Adoção da Educação Municipal!

Atenção

Rede Municipal!Paralisação de 24 horas no dia 13 de maio para realização de uma assembléia geral, às 10h, no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 9º andar)

VERGONHA,Câmara de Vereadores do Rio aprovou o projeto que permite a privatização dos serviços públicos - veja quais foram os vereadores que votaram a favor do projeto do prefeito.
Segue o link:http://www.seperj.org.br/site/290409-vergonha.htm

Fonte: Site Sepe/RJ

A UJC/RJ presta sua solidariedade militante ao profissionais da educação do município e denuncia a política privatista da prefeitura: Estaremos no dia 13 na luta para barrar esse ataque absurdo à educação pública!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Passeata contra empresa poluidora marca 1º de maio no Rio




Com muita criatividade e energia, os movimentos sociais do Rio de Janeiro celebraram o Dia do Trabalhador com um ato contra a Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), na Zona Oeste do Rio. Os mais de mil participantes do ato denunciaram os fortes impactos econômicos, sociais, ambientais e culturais conseqüentes do mega empreendimento instalado na Baía de Sepetiba. Ameaça a população, ataque ao ecossistema local e falta condições dignas de trabalho motivaram a escolha da empresa como símbolo da resistência dos trabalhadores contra o sistema capitalista.

Ônibus do Centro do Rio, de Niterói e outros locais, além dos moradores da zona oeste do Rio se concentraram na praça em frente ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz. Depois de apresentações teatrais sobre as atrocidades cometidas pela TKCSA e algumas falações a passeata partiu em direção à Sepetiba. Ao longo do caminho os manifestantes entregaram um jornal do 1º de maio, com textos sobre a crise e os danos causados pela Companhia Siderúrgica do Atlântico. A aceitação do material foi muito boa. Os moradores da região se penduravam nas janelas, amontoavam-se nas portas e até acenavam para a passeata como se assistissem a um desfile.

População recebe manifestação com entusiasmo

Ao chegar à portaria 2 da CSA, na Rua João XXIII, por volta de meio-dia, os manifestantes pressionaram os portões da companhia ameaçando uma possível entrada. O elevado número de seguranças particulares somado ao reforço da polícia militar, porém, inviabilizaram uma ação mais contundente de ocupação. As entidades e organizações populares que constroem a Plenária dos Movimentos Sociais, responsável pela manifestação, foram unânimes em exaltar o sucesso da atividade.


Por dentro do projeto TKCSA

A primeira indústria da programada para a região é a Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA). O projeto tem 10% das suas ações votantes nas mãos da VALE (CVRD) e outros 90% com a empresa alemã Thyssen Krupp Steel. No total, estão programadas cinco indústrias siderúrgicas e oito portos privados. Todos esses empreendimentos contam com o apoio econômico e político dos governos. O poder executivo municipal, estadual e federal garantem isenção de impostos e financiamento direto, principalmente através do BNDES. Desrespeito à legislação brasileira, desmatamento, poluição, falsas promessas de empregos, relação com milícias e diversos riscos à saúde são apenas algumas das denúncias que pairam sobre o negócio.


Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Veja fotos da atividade na Agência Petroleira de Notícias

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

1 ° de Maio na Luta

1º de Maio Unificado e em Luta "Os trabalhadores não pagarão pela crise!",
na TKCSA – Companhia Siderúrgica do Atlântico, em Santa Cruz

Camaradas:
Eis os detalhes da atividade do 1º de Maio:
- Concentração geral: 9h, em frente ao Hospital Pedro II, próximo da estação de trem de Santa Cruz. Após um pequeno Ato na concentração, partiremos em caminhada, até a TKCSA - Companhia Siderúrgica do Atlântico, onde ocorrerá o Ato principal, com intervenção das entidades promotoras do Ato.- Concentração da Unidade Classista/PCB, para quem ir do Centro do Rio de Janeiro: 7h30min, na estação de trem da Central do Brasil, próximo às roletas.

Em Santa Cruz, teremos bandeiras do PCB, da UJC e da Intersindical, além do jornal Imprensa Popular. Todos os camaradas terão tarefa importantíssima na atividade, que será organizada pelos camaradas da Coordenação da Unidade Classista, da Juventude Comunista e do Comitê Regional do PCB.

A tarefa dos comunistas é estar presente, com sua militância, neste 1º de Maio, dia de luta e resistência da classe trabalhadora, no Ato Unificado em Santa Cruz. Na concentração na Central do Brasil, às 7h30min, o camarada Ricardo Pinheiro, da Coordenação da Unidade Classista e membro do Comitê Regional do PCB, será o responsável.

Entidades organizadoras do 1º de Maio: ADUFF, ADUFRJ, ANDES, Assembléia Popular, Associação dos Aquicultores e Pescadores da Pedra de Guaratiba, Associação dos Pescadores do Canto do Rio, CMP, Comitê Popular de Mulheres, Conselho Popular, Consulta Popular, Curso de Marxismo, DCE/UERJ, DCE/UFF, DCE/UFRJ, FAFERJ, FIST, Fórum de Meio Ambiente dos Trabalhadores, INTERSINDICAL, Liberdade Socialista, Mandatos do Dep. Est. Marcelo Freixo, do Dep. Fed. Chico Alencar e do Ver. Eliomar Coelho/PSOL, MNLM, Movimento Fé e Política, MST, MTD, MTL, NEURB, Núcleo de Lutas Urbanas/PSOL, Núcleo Socialista de Campo Grande, PACS, PCB, PSOL, SEPE/RJ, SINDIPETRO/RJ, SINDSPREV, UJC

segunda-feira, 27 de abril de 2009

PARALISAÇÃO DE 24 HORAS NA REDE MUNICIPAL

VOTAÇÃO DA PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL SERÁ NA QUARTA- FEIRA (DIA 29 DE ABRIL)

PARALISAÇÃO DE 24 HORAS NA REDE MUNICIPAL: NÃO VAMOS DEIXAR O PREFEITO EDUARDO PAES ENTREGAR O ENSINO PÚBLICO PARA AS ONGs!

O Sepe confirmou junto à Câmara de Vereadores que a votação do projeto 02 do prefeito Eduardo Paes, que propõe a privatização de setores do serviço público municipal, como a Educação e a Saúde será realizada no dia 29 de abril (quarta-feira). O projeto do prefeito propõe a entrega da Educação, Saúde e outros setores da administração municipal para ONGs e a assembléia emergencial da rede municipal, realizada no dia 6 de abril, já tinha decidido que a categoria vai paralisar as escolas por 24 horas neste dia, para que os profissionais, pais e alunos possam se dirigir à Câmara de Vereadores para barrar a aprovação do projeto do governo municipal.

O Sepe recomenda que os profissionais e a comunidade escolar cheguem à Câmara às 14h, para acompanhar a abertura da sessão plenária e façam pressão para que os vereadores barrem o projeto do governo municipal. O sindicato lembra que é muito importante a presença do maior número possível de pessoas para que possamos impedir a aprovação deste projeto.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Camarada Pacheco Presente

Camarada Pacheco ...
... Presente!

Vivemos em época que não nos é permitido dar a merecida homenagem a nossos combatentes caidos, e nem nos é permitido o luxo de lamentar e chorar nossos mortos, pois a luta é ardua, e como um cambatente selvagem o capitalismo não espera enterrarmos os nossos, a pauta da luta continua a mesma, e a nós, resta continuar a luta.

Mas um dia, quando o inverno terminar, faremos as homenagens necessarias, lembraremos os feitos, cantaremos a vida.

Como todos devem saber, faleceu no ultimo sábado o camarada Fernandes Alves Pacheco, conhecido por muitos como Pachecão, ou por seu nem um pouco convencional endereço de E-mail (muipacheco).

O Camarada Pacheco faleceu durante sua intervenção no ativo sindical da Unidade Classista na sede nacional do PCB, sede que ele foi um dos principais idealizadores e realizadores.

A figura de pacheco muitas vezes vista como o cara da mesa, sentado, as vezes resmungando, e muitas vezes brincando, esconde em parte o militante que ele foi para além do cara sentado na mesa

Um dos principais militantes na reconstrução partidaria pós racha com o PPS, junto com alguns outros camardas, correndo o interior do Estado buscando filiações para o registro do PCB. Um militante que não se intimidava com tarefas, assumia e ia, como varias vezes viajando ao interior do Estado em campanhas eleitorais ou prestando assistência. Viajando pelo Brasil junto com Ivan, na última semana indo a Brasilia, numa ardua tarefa que ele juntamente com Edilson possuiam, de arrumar as finanças do Partido
Perdemos o Pacheco, um importante dirigente nacional do Partido, e para tantos quanto, um grande amigo. Amigos de verdade, daqueles de tempos bons e ruins, de beber para comemorar e de beber para esquecer.

O Camarada Pacheco smpre teve uma relação forte com a Juventude do Partido, dizendo que ela era o futuro do Partido e o presente. muito querido pela juventude comunista, da qual ele mesmo dizia que sentia-se parte.

A sede nessa ultima segunda feira estava muito mais vazia.
Segue o texto do Camarada Ivan, grande amigo do Pachecão.

CAMARADA PACHECO, PRESENTE!
Por: Ivan Pinheiro


O nosso querido camarada Pacheco nos deixou neste sábado. Eu queria acreditar em uma outra vida, só para imaginar o encontro dele com o Osmar, o Horácio, a Tia Helena, o Raimundão, o Natalino e o Edmundo, grandes amigos e camaradas nossos aqui do Rio de Janeiro, que se foram antes. Podiam criar uma Base, lá não sei aonde vão os comunistas! O coração vermelho (e preto) do Pachecão resolveu não funcionar mais, impedindo-o de continuar fazendo as coisas de que mais gostava: viver com alegria, ajudar os amigos e construir o PCB. É uma pena que não estará fisicamente no nosso XIV Congresso, agora em outubro, para vivenciar o grande momento que marcará para sempre a história do PCB: a reconstrução revolucionária, seu crescimento e fortalecimento com qualidade.

Foi uma pena também que o camarada não pudesse ter visto ontem o seu (e o meu) Flamengo se sagrar campeão da Taça Rio. Os sofridos botafoguenses hoje perderam sua carinhosa gozação.

Temos um consolo. Pacheco morreu de um infarto fulminante, sem sofrimento, nem anterior nem na hora, no local e da maneira que teria escolhido se lhe tivesse sido concedido este direito. Faleceu na frente de cerca de quarenta camaradas do PCB, em meio à primeira reunião oficial do Partido na sede nova (para cuja aquisição foi um dos que mais contribuiram), no exato momento em que falava, dando sua opinião sobre o tema da reunião.

Pachecão era membro do Comitê Central e do Secretariado Nacional do Partido. Além de camaradas, éramos muito amigos. Na maioria das tarefas em que as condições exigiam uma ação em dupla, ele foi o meu principal parceiro. Para o inevitável e anunciado racha do PCB, em 1992, fomos nós dois os cariocas designados para chegar em São Paulo (onde se daria o embate) uma semana antes, para organizar nossas forças para a batalha, junto com os camaradas Edmilson, Mazzeo e outros. Agora, no mês passado, novamente fomos os dois designados para uma viagem de carro, de mais de cinco mil quilômetros, em oito dias, para nos reunirmos com camaradas do PCB (a maioria deles recém chegados ao Partido), em diversas cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

A cada dia sentiremos a falta que o Pacheco fará. Não apenas para o Partido, ao qual se dedicou incansavelmente. Farão falta a sua fraternidade, o seu constante bom humor, a sua sensibilidade, o seu modo simples de falar, a sua disposição para o trabalho partidário, sem escolher tarefa.

Mas ele estará para sempre na nossa memória e nos nossos corações. Seu exemplo de dedicação ao Partido há de ficar, de alguma forma, marcado na nossa sede e será contado para todos os nossos camaradas, inclusive para aqueles que ainda serão membros do glorioso Partido Comunista Brasileiro e que não tiveram o prazer de conhecê-lo. Até estes dirão a mesma palavra, com toda a força, quando alguém chamar Camarada Pacheco: PRESENTE!

Rio, 20 de abril de 2009
* Ivan Pinheiro (Secretário Geral do PCB)


Heitor Cesar

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ato contra a Feira da Morte e o Fórum da Miséria reúne movimentos sociais no RioCentro

Comerciantes da guerra, da repressão, da tortura e do massacre em todo o mundo foram recebidos na terça-feira (14), no Riocentro, zona oeste do Rio de Janeiro, por um grupo de ativistas dos movimentos sociais que protestavam contra a violência no mundo. O fato do Brasil servir de local para realização da Feira de Armamentos Latin America Aerospace and Defence – LAAD revoltou sindicatos, organizações populares, intelectuais, artistas e partidos políticos da esquerda. Entre os participantes do evento estão empresas que se beneficiam do consumo de armas e munições pelas forças militares israelenses e do uso da Cisjordânia e da Faixa de Gaza como terrenos de teste para novos equipamentos e tecnologias militares. O protesto também foi dirigido aos participantes do Fórum Econômico Mundial que acontece até sexta-feira (17) no Hotel Intercontinental reunindo autoridades responsáveis pela política econômica que produz uma das maiores crises mundiais desde 1929, com o crescimento do desemprego, da fome e da miséria em todo o planeta.

Feira da Morte – O ato, organizado pela Plenária dos Movimentos Sociais, Comitê do Rio de Janeiro de Solidariedade à Luta do Povo Palestino e pelo músico Marcelo Yuka, contou com apoio e participação de partidos políticos, mandatos parlamentares, centrais sindicais, diretórios estudantis e outras organizações populares. O MC Leonardo, do Movimento APAFunk, cantou raps e funks das antigas com letras críticas à violência e a criminalização da pobreza."Nós representamos a indignação da sociedade contra o comércio da morte que esses homens estão fazendo lá dentro" - comenta Marcelo Yuka, ex-baterista do grupo "O Rappa", que ficou paraplégico ao ser baleado após assaltoDurante aproximadamente duas horas, os manifestantes ocuparam a entrada do Riocentro distribuindo armas e balas de brinquedo para quem chegava à chamada “Feira da Morte”. Alguns estavam fantasiados de morte. As grades do Riocentro também foram ocupadas com faixas e cartazes dos milhares de mortos na Palestina.

Evento lucra com a guerra - A LAAD 2009 (Latin America Aerospace and Defence), a maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, reúne bienalmente empresas brasileiras e internacionais especializadas no fornecimento de equipamentos e serviços para as três Forças Armadas, forças especiais, serviços de segurança, consultores e agências governamentais.

A feira, promovida há 12 anos, conta nessa edição com cerca de 300 expositores, de mais de 30 países, ocupando 5.252 m2 de superfície.No rol dos expositores figuram quatro fábricas de Israel, segundo denúncia do Comitê do Rio de Janeiro de Solidariedade à Luta do Povo Palestino. A ELBIT SYSTEMS GROUP, grupo privado, envolvido na construção de um dos trechos do Muro do Apartheid, na Cisjordânia. Ainda fornece ao Exército sionista, entre outros equipamentos, os veículos aéreos não-tripulados, manipulados por controle remoto, conhecidos como Drones. Cerca de 100 palestinos morreram por ação desse artefato na recente operação Chumbo Derretido. É muito utilizado nos assassinatos seletivos de lideranças da Resistência Palestina. Um contrato assinado com a Embraer, em novembro de 2008, rendeu-lhe U$ 187 milhões. Participam do negócio a eroeletrônica, sua subsidiária em Porto Alegre, e a Elisra Electronic Systems. A RAFAEL ADVANCED DEFENCE SYSTEMS é estatal. Fornece mísseis, sistemas de mira e tecnologia para os tanques israelenses. A ISRAEL MILITARY INDUSTRIES (IMI), outra estatal, além de munição para infantaria, aviação e tanques, produz chapas blindadas para a escavadeira Caterpillar D-9, usada na demolição de residências palestinas para dar lugar às colônias israelitas. A ISRAEL AEROSPACE INDUSTRIES (IAI), grupo privado, é a principal indústria aeronáutica de Israel. Também produz sistemas terrestres, navais e aeroespaciais. Em 5 de abril, anunciou que estabelecerá uma parceria com o grupo colombiano Synergy para atuar no Brasil, onde pretende vender Drones, sistemas, etc.Para se ter uma dimensão dos debates e negócios desenvolvidos, basta citar que um dos palestrantes convidados do evento é o estadunidense John R. Zellers, gerente de Programa para a Faculdade do Centro de Catalogação da OTAN, responsável por programas de treinamento e aconselhamento a países alvos da invasão imperialista dos EUA como Afeganistão, Iraque, Bósnia-Herzegóvina, Filipinas e Oman.

Governo brasileiro apóia evento
Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, nesta segunda, 13
de abril, Nelson Jobim, ministro da Defesa do Governo Lula, rotula a Laad como a maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina e enfatiza: "A indústria brasileira estará presente com mais força que nos eventos anteriores".

Primeiro de Maio – A Plenária dos Movimentos Sociais, que articulou o ato contra a feira da morte, se reúne nesta sexta (17), às 18h30, no Sindipetro-RJ, para organizar as manifestações para o primeiro de maio, dia do trabalho, em especial, o ato contra a Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA).

www.apn.org.br
É permitida (e recomendável) a reprodução desta matéria, desde que citada a fonte.

TST suspende indenização extra a demitidos da Embraer

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) acatou hoje recurso da Embraer que pedia a suspensão do pagamento de salário a 4,2 mil funcionários demitidos pela empresa no fim de fevereiro. Com isso, o TST anulou decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15.ª Região (Campinas, SP) que obrigava a Embraer a pagar salário relativo ao tempo de trabalho equivalente ao intervalo entre os dias 19 de fevereiro (data da demissão) e 13 de março (última rodada de negociações entre a Embraer e o sindicato da categoria no TRT). O recurso também suspendeu indenização suplementar a cada trabalhador no valor de dois salários, com teto de R$ 7 mil.

De acordo com o entendimento do presidente do TST, ministro Milton de Moura França, a decisão do TRT fere a legislação trabalhista, uma vez que privilegiou os funcionários demitidos em contrapartida às dificuldades financeiras por que passa a empresa. "As dispensas foram alicerçadas em comprovadas dificuldades financeiras capazes de comprometer o regular exercício de sua atividade econômica, que recebe, igualmente, proteção na ordem constitucional e legal do país", alegou, em nota.

O ministro também alega que a dispensa foi inevitável, na medida em que "teve por objetivo não só assegurar a capacidade produtiva da empresa como também manter o emprego de outros seus empregados, dentro de um contexto de sérias dificuldades que enfrenta".

No recurso impetrado no TST, a empresa afirma que as demissões foram legais e que suas ações seguiram "rigorosamente o que estabelece a legislação brasileira".


domingo, 12 de abril de 2009

UJC realizará Plenária Nacional em maio

A Direção Nacional convoca seus militantes a participar da Plenária Nacional da UJC que ocorrerá nos dias 01, 02 e 03 de maio na cidade Belo Horizonte. Segue abaixo a convocatória.


PLENÁRIA NACIONAL DA UJC


Considerando a necessidade de nos reunirmos para tratarmos de questões fundamentais para nossa intervenção política na luta da juventude brasileira nos próximos meses e dar o primeiro passo na construção do V Congresso Nacional da UJC a Coordenação Nacional da UJC convoca para os dias 01, 02 e 03 de maio de 2009 uma Plenária Nacional que se realizará na cidade de Belo Horizonte – Minas Gerais.

- Participarão da Plenária Nacional da UJC com direito a voz e voto todos os membros da coordenação nacional da UJC e dois camaradas por estado onde a UJC esta organizada.

- A indicação dos membros da UJC que participarão da Plenária deve ser feita pela coordenação estadual ou por uma plenária estadual da UJC, não devendo ser necessariamente membro da coordenação estadual da UJC.



Programação:

1º de maio – Sexta-feira

Tarde – Debate de Conjuntura.

2 de maio – Sábado

Manhã – Jovens Trabalhadores e Cultura.

Tarde/Noite – Movimento Estudantil.

3 de maio – Domingo

Manhã/Tarde - V Congresso Nacional da UJC.



COORDENAÇÃO NACIONAL DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA

Rio de Janeiro – 08 de abril de 2009

Fonte: Site da UJC

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Peça de Teatro: Sobre o suicídio baseado na obra de Karl Marx

Sobre o suicídio de Karl Marx

direção: Luiz Fernando Lobo

A Companhia Ensaio Aberto leva à cena o texto Sobre o Suicídio de Karl Marx, publicado em 1846, que faz uma denúncia do suicídio como sintoma de uma sociedade doente. O espetáculo é uma co-produção com a companhia La Cerisaie da Bélgica e será encenado durante o XXV Congresso Mundial de Prevenção ao Suicídio em Montevidéu e também em Bruxelas.

Teatro de Arena - Espaço SESC. Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana. Rio de Janeiro/RJ

Quinta a sábado às 21h Domingo às 19h30 Até 03 de maio de 2009
Ingressos:R$ 16,00 (inteira)R$ 8,00 (meia)R$ 4,00 (comerciários)
Saiba mais sobre o espetáculo no sítio da Companhia Ensaio Aberto

domingo, 29 de março de 2009

O avanço neopentecostal no Brasil e seus móveis.

O AVANÇO NEOPENTECOSTAL NO BRASIL E SEUS MÓVEIS

Movidos por necessidades da sociedade capitalista moderna muitos brasileiros têm adotado a teologia da prosperidade como forma de resolverem seus mais variados problemas pessoais e os representantes dessa teologia são as chamadas igrejas neopentecostais. Mas o que quer dizer esse termo?

Surgidas nos anos 70 essas "agremiações" acreditam no dom das línguas (glossolalia) e atribuem ao coitado do demônio os mais variados problemas dos pobres mortais (sic). Problemas das mais variadas matizes: desde infidelidade conjugal até desemprego!

Com uma linguagem de fácil acesso aos seus fiéis, normalmente mulheres, negros e pobres com baixos níveis de instrução acadêmica e com lideranças nas quais os fiéis se identificam até ao nível étnico; notamos, nas últimas décadas, um crescimento em progressão quase geométrica nos números desses fiéis.

O avanço dos neopentecostais se dá, também, no campo da política, vide a enorme quantidade da bancada evangélica na câmara de deputados. Os irmãos já estão tão bem envolvidos na política nacional que já até participam dos esquemas a falcatruas! Essa capacidade de entrar em todos os meios para divulgar suas ideias e interesses (Ide pregai o evangelho!) é única e em grande parte motivo pra esse crescimento.

Nos meios de comunicação também se nota o avanço dos "irmãos", milhares de rádios por todo o território nacional, jornais e revistas de grande circulação e canais de TV nos demonstram o poder desse segmento religioso.

Permanece uma dúvida: por que a classe média, em sua maioria, não encampa a retórica neopentecostal? A resposta não é muito difícil: pelas suas características ascéticas e contraculturais e seu sectarismo, as igrejas evangélicas afastam a classe média que opta por um cristianismo menos rigoroso do ponto de vista moral e comportamental.

A quebra do monopólio católico na sociedade brasileira, com a queda do império, abriu precedente jurídico para a "invasão" evangélica no Brasil.

Uma coisa é certa, em uma sociedade capitalista, como a nossa, a existência desse mercado é de grande interesse, as cifras movidas são astronômicas! Um verdadeiro maná dos tempos hodiernos! Aleluia irmão!

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sexta-feira, 27 de março de 2009

GREVEs

Hoje aconteceu greve dos condutores de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá.

As rádios noticiam que eles estão sendo irresponsáveis por prejudicarem diversos outros trabalhadores, já que só confirmaram a atividade em plenária finalizada às 18hs de ontem, porém essa é uma atitude que foi adotada há anos e que dava certo, havendo críticas duras, porém grande adesão da população e, principalmente da classe, fosse por impossibilidade de locomoção de outra forma que não fosse ônibus, metrô ou trem, ou por apoio à essas categorias. Mas hoje em dia, as coisas caminham de forma diferente e, inclusive, eles podem ser criminalizados de forma espúria e nojenta.

Chegamos num momento capitalista onde o trabalhador é imprescindível (como sempre foi), mencionado por diversos colunistas e autores que, antes, adotavam a teoria do fim do trabalho de autores como Hannah Arendt, que teve seus seguidores fiéis desmentidos nos últimos dias desde a publicação de seus livros e artigos, e hoje os defendem com unhas e dentes, sabe-se lá porquê, mas sabemos que num ponto há unanimidade: reconhecimento PELA classe.

E como fazemos para o reconhecimento DA classe?

Saudemos as greves, se forem por igualdade de parcelas da PLR (Participação dos Lucros Reais), façamos a luta com os trabalhadores, mas plantemos o germe da revolta e nos revoltemos juntos.

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terça-feira, 24 de março de 2009

XVI BRIGADA SUL-AMERICANA















50 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA

A UJC ESTEVE PRESENTE NA XVI BRIGADA SUL-AMERICANA DE TRABALHO VOLUNTÁRIDO E SOLIDARIEDADE A CUBA!!!

Estar em Cuba e poder conhecê-la, explorando cada pedaço de sua terra é como viajar para outro mundo! A referência que se faz ao outro "mundo" se explica quando tentamos comparar a Ilha cubana com qualquer outro Estado, seja socialista ou capitalista, o seu "mundo" socialista, embora em construção (como eles mesmos ressaltam) e com algumas contradições consegue atender as necessidades básicas de uma sociedade, da forma mais igualitária.

“Con todos, y para el bien de todos”
José Martí


Participamos da XVI Brigada Sul-Americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade a Cuba, durante duas semanas, no Acampamento Julio Antonio Mella, no município de Caymito, localizado a 40 Km de Havana. A Brigada tem o intuito de promover o intercambio político e cultural dos paises sul-americanos com Cuba, proporcionando uma maior compreensão da realidade cubana. O intercambio é consolidado por uma ampla programação, como os trabalhos voluntários (criado primeiramente com o objetivo de apoiar o desenvolvimento agrícola, pelo revolucionário Che Guevara) o que hoje é simbólico, palestras com professores, representantes de federações e governo, como também viagens e visitas a centros e monumentos históricos.

De Havana até Granma a Brigada pôde observar intensamente as paisagens naturais e humanas que se desenhavam a cada quilometro rodado e explorado. Conhecendo desde Memorial José Martí até Comitês de Devesa da Revolução, como o de Camaguey, onde prepararam uma festa para nos receber, que com muita simplicidade e satisfação encheu os Brigadistas de prazer e encanto.

Durante as duas semanas o que mais chama a atenção é o estilo de vida dos cubanos, pessoas desapegadas a qualquer bem material (o fetichismo mercadológico como conhecemos no Brasil), luxo e riqueza, consomem o que tiver para sua nutrição e sobrevivência, vivem com o básico e o essencial. São conscientes de sua história, sua realidade atual e suas deficiências, com as mais otimistas perspectivas de melhoras, principalmente quando perguntamos sobre a nova economia, o atual governo de Cuba. Uma coisa é importante deixar bem claro, a realidade cubana não é fácil, mas a educação existe para todos, cultura como cinema e teatro são de graça, quando cobrado é um preço simbólico. Livros são mais acessíveis financeiramente do que uma garrafa de refrigerante. No que tange a saúde, é notável o seu avanço, observando os postos médicos criados estrategicamente por diversos pontos das províncias. Conforme informação da Federação de Mulheres de Cuba existe um médico para cada família, que atende todos os dias suas principais necessidades.

A Universidade Internacional de Educação Física e a famosa ELAM (Escola Latino Americana de Medicina) constituem o melhor ensino e a melhor estrutura, com extensão academia e sociedade, que possibilita uma maior atenção às demandas da sociedade. Que conta com o intercâmbio de diversos continentes, possibilitando um estudo de qualidade com alojamento, comida, livros, saúde e uma bolsa mensal, para cada aluno.

Como ressaltado no início do texto o processo socialista está em construção e alguns problemas são visíveis, principalmente com o surgimento do Período Especial, a criação de uma nova moeda, o CUC (equivalente ao dólar), a crescente entrada de turistas, e junto a isto o surgimento de uma pequena classe média (recebem salários em CUC, principalmente de turistas e estudantes), conseqüência estas das profundas transformações dentro do sistema socialista. Contradições que existem na economia política que acarreta o surgimento desta pequena e nova esfera social. Por isso, muitos cubanos enfrentam hoje problemas que algum tempo não existiam, entre eles o aumento do valor de alguns produtos supérfluos, como xampu, sabonete e desodorante.O interessante é que mesmo existindo uma pequena elite em ascensão não encontramos pelas ruas pedintes, ambulantes ou moradores de ruas, durante todo tempo que estivemos por lá, com exceção de uma única vez, assaltos é algo raríssimo de ocorrer. Isso significa que o Estado existe de fato e para atender as necessidades da sociedade, garantindo alimentação, moradia, educação, saúde e cultura. Ambos com a melhor estrutura e qualidade para todos sem restrições.

Esta brigada teve um caráter talvez mais especial do que as outras, pois, por toda a ilha de Cuba comemoram-se os 50 anos da Revolução Cubana. Em todas as avenidas e ruas, assim como nas falas de todos os cubanos contemplamos as palavras de ordem e louvor à Revolução. O reconhecimento e a esperança onde muito se tem para trabalhar, mas a ajuda inicial já possuem, só falta dar continuidade ao que acreditam ser o vital para suas vidas, transmitindo e espalhando para todos os povos seu exemplo.



Nós Brigadistas e militantes da UJC-RJ trazemos nossas saudações e solidariedade a todos os povos!

Trazemos o reconhecimento de um povo que resiste aos ataques do capitalismo!

Difundimos em todos os espaços suas lutas:

- Rompimento do Bloqueio Econômico (criado pelos EUA);

-Retorno dos cinco heróis:Geraldo, Antonio, Ramon, Fernando e René, presos injustamente há nove anos nos EUA em cárceres de segurança máxima. São privados do direito de serem visitados regularmente por seus familiares. Foram presos por lutarem contra o terrorismo;

- Recuperação das perdas provocadas pelos furações Gustav e Ilke;

- Prisão para o terrorista Luís Posada Carriles que provocou vários atentados terroristas em Cuba. Derrubou o avião da Cubana de Aviación em 1976 que matou 73 cubanos, tendo sido absolvido pelo governo dos EUA.


Camila Curado - brigatista e militante da UJC

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sábado, 21 de março de 2009

45 anos do golpe civil militar- atividade do Grupo Tortura Nunca Mais-RJ

Grupo Tortura Nunca Mais-RJ

45 anos do golpe militar


No dia 31 de março de 1964, militares depuseram o presidente João Goulart e implantaram uma ditadura que durou 21 anos.A ASA, o grupo Tortura Nunca Mais e a Casa da América Latina promovem dois eventos para lembrar o período ditatorial, a luta pela redemocratizaçã o e os impactos do regime militar no Brasil de hoje.

Dia 22 de março, domingo, às 17 horas, na sala de vídeo (rua São Clemente, 155)Exibição do documentário Tempo de Resistência, de André Ristum. A partir do depoimento de mais de 30 pessoas diretamente envolvidas na resistência à ditadura, com imagens de arquivo, o filme revela a história das duas décadas negras. Músicas de Chico Buarque, Francis Hime e Geraldo Vandré. Dia 29 de março, domingo, às 17 horas, no auditório (rua São Clemente, 155)Palestras com o professor de História Fernando Vieira, o diretor de Direitos Humanos da Casa da América Latina Modesto da Silveira e a vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais Victoria Grabois.

Os temas irão da decretação do AI-5, em 1968, até as memoráveis campanhas pela anistia e por eleições diretas para presidente da República, passando pelos anos de chumbo da resistência aos ditadores.Participação especial do Coral da ASA, que cantará músicas daquele período (Chico Buarque, Tom Jobim, Geraldo Vandré, Paulinho da Viola, Milton Nascimento, entre outros).


Programas fundamentais, especialmente para os jovens que desconhecem a experiência sufocante de um regime totalitário.Estacionamento (pago) no local.Entrada franca.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Notícia das lutas da UJC de Nova Friburgo

Crise? Não para a FAOL

A Friburgo Auto Ônibus Ltda (FAOL), única empresa a possuir concessão municipal para o transporte público em Nova Friburgo, anunciou nos últimos dias um aumento de 25% na tarifa única dos coletivos. Agora o passageiro terá que pagar R$ 2,50 ao invés dos antigos R$ 2,00 da tarifa anterior. O reajuste, autorizado pelo Governo Municipal, foi motivado, segundo a concessionária, pela necessidade de aumento salarial dos rodoviários.

Na última semana a categoria ameaçou parar as atividades para cobrar aumento nos salários. Entretanto, a manifestação se deu em frente à Prefeitura da cidade e não em frente à sede da empresa, o que levou muitos a crer numa greve articulada pelos próprios empresários.

A categoria sabe que não verá nem a metade do índice do aumento em seus contracheques. A FAOL há mais de cinquenta anos detém o monopólio ilegal do transporte público na cidade, tornando-se uma das empresas mais lucrativas da cidade.

A UJC há dois anos já se colocava contra o aumento das passagens de ônibus. O informativo O MILITANTE já era distribuído na cidade sob o título “Império do Diesel”, alertando a população para a passagem de ônibus mais cara do Brasil. Agora a UJC chama à luta os trabalhadores e usuários do transporte para se organizarem contra o vergonhoso aumento de 25%.

A UJC chama atenção também para o risco de golpe político! A veiculação do aumento de 25% pode ser apenas pretexto para um aumento menor, ou seja, a concessionária almeja 25%, mas a Prefeitura, em acordo com os empresários, bloqueia concedendo a metade, por exemplo. Dessa forma, o Governo Municipal aparece como bem feitor aos olhos do povo!

A UJC coloca-se contra a QUALQUER AUMENTO na passagem dos transportes públicos e convoca todos a comparecer na próxima segunda-feira, dia 16 de março, às 17:30h., no Sindicato dos Vestuários (Av. Alberto Braune, 4, sala 114 – prédio da sapataria Bullock) para organizarmos a oposição ao aumento da tarifa!

À luta!

UJC NOVA FRIBURGO

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quarta-feira, 11 de março de 2009

PCB na TV


ASSISTA O VIDEO DO PCB NA TV, VEICULADO EM MARÇO DE 2009!




Viva a UJC!
Viva o PCB!
Viva o Partidão!
Viva o Socialismo!

Até a Vitória!

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Pela mobilização dos estudantes!

No atual estágio de refluxo do movimento estudantil é infelizmente rotineiro posturas no ponto de vista organizativo, ideológico, cultural e principalmente estratégico, que desorganizam mais do que organizam, que desmotivam mais que motivam o estudante a lutar, e que torna cada vez mais esgotado e pouco eficiente os avanços dos estudantes através da mobilização do respectivo setor.

Os estudantes da UJC no Rio de Janeiro participam e constroem o movimento pela meia entrada, cujo movimento é contra a tentativa do senado de limitar a lei de acesso a bens culturais pelos estudantes e idosos. A organização deste movimento estava sendo pautada por diversos grêmios, CAs, DCEs, entidades e forças políticas, ou seja, uma unicidade necessária imposta pela realidade para defender um direito historicamente conquistado por diversos setores. Uma luta que pode ser transformada em um grande salto organizativo e qualitativo nesta década, afinal, o ME não discute cultura (conceitos e aplicações na realidade) amplamente nas suas bases e no conjunto da sociedade brasileira desde a década de 60 no século passado.

Porém, o que se desenha mais uma vez é a lógica meramente conjuntural e binária a governos dentro do ME. Ao invés de mobilizar para disputar hegemonia de idéias na sociedade em conjunto com a luta direta, setores estudantis preferem uma infantil “ação direta” em shopping center sem a devida mobilização, discussão com os estudantes e outros setores da sociedade.

Precisamos compreender que a disputa real e concreta hoje não é apenas com forças e entidades, a disputa nesta geração de estudantes é contra o quadro da desinformação e despolitização (que na verdade é a politização da ideologia dominante). Mobilizar através de lutas cotidianas como a meia entrada, organizar e discutir, é a atitude mais plausível contra este atual quadro de esgotamento e seus respectivos atores.

Em suma, o que é entendido como mais eficaz para o momento do movimento da meia entrada é a massificação desta bandeira. E essa massificação não se faz apenas no shopping ou em cinemas, mas na rua visando mobilizar as pessoas e promover o debate. Por isso, é extremamente importante o movimento fazer uma passeata visando a mobilização , o diálogo com diversos setores da sociedade como forma de discussão e organização dos estudantes para avançar em conquistas para o setor, construindo um setor combativo e progressista dentro da nossa sociedade.


Luís Fernandes- estudante de História da UFF
Militante da UJC

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mulheres em luta contra o Capital e o preconceito

Marcha das Mulheres dia 06 de Março de 2009 em mobilização pelo dia Internacional das Mulheres 08 de Março.

Foi realizado no ultimo dia 06 de Março a marcha do dia Internacional das Mulheres (que por cair num domingo) foi optado a sexta feira como o dia da mobilização.


A UJC se fez presente, integrando a marcha e a ação politica junto ao coletivo de mulheres Ana Montenegro do PCB. segue algumas imagens do ATO que se encerrou na Cinelândia.
A UJC presente.

Feliz Dia Internacional da Mulher (08 de Março)

Em mais um dia 08 de Março vimos que a mulher, para grande parte da população, é só mais uma criação divina que merece flores, mas será que é só isso que nós, mulheres, queremos?

Além das flores, que são para todos, em qualquer dia, em qualquer momento, precisamos do nosso reconhecimento de classe, mas não pura e simplesmente de trabalhadores, e sim de atores sociais que constroem e mudam o mundo, por mais que ele não esteja de todo mudado, mas estamos conseguindo, inconscientemente, perceber as insuficiências do sistema político que vivemos, o qual não nos foi imposto, mas por nós mesmos construído na Revolução Burguesa, ou, como é melhor conhecida, a Revolução Francesa.

A luta que o 08 de Março representa é o germe da mudança. Não foi a toa que mulheres, em protesto, morreram queimadas no local de trabalho, uma antiga insdustria têxtil nova-iorquina. Elas queriam igualdade trabalhista com os homens, queriam votar, queriam decidir por elas. Conquistamos, mas isso é suficiente?

Do momento em que isso foi adquirido já deixou de ser urgente para queremos mais, até porque o preconceito aumentou, a violência é mais aparente, a tristeza é mais notória.

As saudações não são fraternas, são, agora, violentas para a luta, ideológica e física, talvez!


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sexta-feira, 6 de março de 2009

Plenária Nacional defende reestatização da Petrobrás e rechaça nova estatal do petróleo

A II Plenária Nacional da Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, dia 2/3, no Rio, reuniu um amplo e diversificado leque de representações políticas. Na mesa de abertura, quatro centrais sindicais e a Via Campesina, juntas, demonstraram que a defesa do nosso petróleo e gás é uma das bandeiras de luta capaz de reunir os vários campos da esquerda e nacionalistas. Estavam presentes a CUT, Conlutas, Intersindical e CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

Um dos pontos de consenso foi o entendimento de que a nova estatal do petróleo, que o governo estaria disposto a criar para administrar o pré-sal, seria uma forma de esvaziar a Petrobras, inclusive pondo em risco a capacidade nacional de desenvolver tecnologia de ponta. A Plenária, que reuniu mais de cem representantes de entidades nacionais e regionais, dentre sindicalistas, movimentos sociais e estudantis, partidos políticos e parlamentares, apóia a reestatização da Petrobrás e investimentos públicos na área social, com os recursos provenientes do petróleo, sobretudo do pré-sal. Também foi aprovado a ampliação do debate ambiental na campanha e o fortalecimento de matrizes energéticas limpas em substituição aos poluentes combustíveis fósseis, grandes colaboradores do aquecimento global.

Materiais unitários já têm data marcada

A plenária avançou em vários pontos. Em outros, a discussão ainda terá de ser amadurecida, na delicada tarefa de construir a unidade entre diferentes. Trata-se de um movimento nacional que se propõe a reproduzir o espírito da histórica campanha “O petróleo é nosso”, que resultou na criação da Petrobrás, em 1953, e no monopólio estatal do petróleo.

Já tem data marcada a cartilha que será distribuída aos comitês, escolas, universidades e demais formadores de opinião: estará impressa até o dia 2 de maio. A projeção é de um milhão de exemplares. Este também é o prazo de conclusão de um documentário, que terá em torno de 30 minutos, outro material a ser utilizado para que a campanha avance junto à sociedade.

Utilizar amplamente os meios de comunicação comunitários e alternativos; reproduzir e distribuir os materiais já existentes aos comitês já formados; solicitar aos partidos políticos que apóiam a campanha que disponibilizem seus tempos institucionais para divulgação; apresentar, já na próxima plenária, o roteiro para um livro com teses que respaldam a campanha em defesa do nosso petróleo e gás; fazer-se representar junto aos movimentos de massa, inserindo a campanha no calendário de lutas aprovado no Fórum Social Mundial; utilizar o espaço semanal reservado pelo Jornal Brasil de Fato para a campanha – estes foram alguns dos encaminhamentos aprovados e que serão desdobrados na reunião do comitê operativo nacional, no final de março. A III Plenária Nacional está marcada para maio.

www.apn.org.br

É permitida (e recomendável) a reprodução desta matéria, desde que citada a fonte.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

PCB na TV

PCB NA TV
Dia 5 de março
(quinta-feira)
De 20:30 às 20:35 h
- Crise do capitalismo e atualidade do
socialismo;
- Proposta de criação, no Brasil, de uma frente
política anti-capitalista;
- Intersindical e Dia Nacional de Lutas;
- Solidariedade ao MST;
- Reestatização da Petrobrás;
- Reconstrução Revolucionária do PCB;
- Solidariedade Internacional.
Pronunciamentos de Ivan Pinheiro (Secretário Geral)
e membros do Comitê Central: Edmilson Costa, Igor
Grabois e Mauro Iasi.
- cadeia nacional de TV aberta: de 20:30 às 20:35;
- cadeia nacional de rádio: de 20:00 às 20:05 h

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

MARCHA PELO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Dia: 06 de março de 2009 (sexta)

Concentração: Candelária às 16H


Caminhada pela av. Rio Branco até a Cinelândia

Por um 08 DE MARÇO DE LUTA!

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Plenária Nacional da Campanha "O Petróleo tem que ser nosso"

Plenária Nacional da Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, no dia 2 de março

A União da Juventude Comunista (UJC) convoca todos os seus militantes e amigos a participarem da II Plenária Nacional da Campanha "O Petróleo Tem que Ser Nosso", no dia 2 de março, de 9h às 18h, na sede do Sindipetro-RJ

Os principais eixos de luta são (a) a defesa da soberania nacional, (b) a mudança da atual legislação do petróleo e (c) a luta pela volta do monopólio estatal e pela reestatização da Petrobrás.

Segundo os organizadores o objetivo é dar mais organicidade à campanha, visando à conquista dos nossos objetivos, para que as riquezas provenientes da exploração do petróleo sejam revertidas em benefício do povo brasileiro. Também serão implementadas formas de expandir a campanha, para alcançar amplos setores da sociedade, o que envolve a produção de cartilhas, vídeos e outros materiais.

A convocatória para participação na plenária está a cargo das entidades que compõem o Coletivo Operativo Nacional: Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Federação Única dos Petroleiros (FUP), CUT, Conlutas, Intersindical, CTB, PCB, Conam, MST, MAB, Assembléia Popular, Consulta Popular, Jornal Brasil de Fato e o Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás/RJ (que engloba várias entidades regionais).

Local da Plenária: sede do Sindipetro-RJ, na Av. Passos, 34, centro do Rio, próximo à Praça Tirandentes.

Informações (21-3852-0148) ou na Agência Petroleira de Notícias (21-3852-0148 r.232).


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Fundação do Bloco "Comuna que Pariu!"

A UJC - RJ lançou seu bloco de Carnaval, não apenas para o carnaval, não apenas para brincar politizando e politizar brincando, mas para organizar.

Manisfesto de fundação do "Comuna que Pariu!"

Nosso bloco pretende ser não o maior bloco do carnaval carioca, nem se tornar uma escola de samba, nosso bloco não pretende competir com os grandes blocos do carnaval do Rio, mas pretende mostrar que ainda é possível, e além, que é necessário fazer um apelo a juventude carioca e a demais seguimentos que brincam no carnaval.

Muitos falam do carnaval como a festa democrática, onde o “pobre” vira rei e o “rei” virá pobre, onde todos brincam na rua independente time de futebol, etnia, nacionalidade ou outros falsos antagonismo, dizem até mesmo que não importa nem as classes sociais, todos são iguais.

Outros mais realistas dizem do carnaval como a doce ilusão, como algo que se desmancha ao longo de quatro dias trazendo de volta a realidade, mostrando que todo carnaval tem seu fim.

Nós discordamos da visão de festa democrática, discordamos da falácia da volta do carnaval de rua como uma democratização da festa. Discordamos e resolvemos agir.

Onde esta democracia em blocos cercados por corda onde somente entram quem possui a abada do bloco, festas particulares no meio da publicas ruas, excluindo para fora do espaço demarcado àqueles que não compraram a cara camisa.

Nosso bloco tem camisa também, e também a vendemos, mas não para excluir, quem não tem camisa é bem vindo. Nossa camisa é para contribuir com a organização, e pelo orgulho de ser comunista, de brincar sem esquecer a nossa causa, a nossa identidade, a nossa luta. Sem esquecer que não temos um patrocinador - e que não o queremos - que nosso patrocínio é o nosso militante, nosso amigo, nosso colaborador.

A UJC apresente assim seu bloco, na tradição de quem sempre utilizou a cultura na luta de classes, nas tradições de artistas comprometidos com a causa do socialismo, nas tradições de Mario Lago, Candido Portinari, Gianfrancesco Guarnieri, Dias Gomes, Vianinha, do CPC da UNE, da luta pela democratização da cultura, nessas tradições a UJC traz o “Comuna que Pariu!” mais uma arma da crítica.

Heitor Cesar (Historiador, militante da UJC e membro do Bloco "Comuna que Pariu!")

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Bloco "Comuna que Pariu"


dia 14 de fevereiro realizou-se a grande feijoada comunista, não apenas mais um feijão amigo, mas sim um feijão camarada, lançando o Bloco de carnaval da UJC - RJ, o "Comuna que Pariu!".

(Que me perdoe Gullar, com todas as licenças poeticas possiveis)

"Eles eram poucos, e nem puderam cantar muito alto o samba.

naquela casa na tijuca em 14 de fevereiro de 2008, mas cantaram e fundaram o bloco
(...)
eles não eram mais que cinquenta
sabiam pouco de samba,
mas tinham sede de justiça e inreverência
e estavam dispostos a lutar por ela
(...)
O "Comuna que Pariu!" não se tornou o maior bloco de carnaval do Brasil,
nem mesmo do Rio de Janeiro
Mas quem contar a historia do nosso povo, seus herois e do carnaval
Tem que falar dele...
... ou estará mentindo."

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Bloco "Comuna que Pariu!"

O grande bloco da UJC mudou de data, mas não mudou o ânimo!


Dia 25.02.2009, quarta-feira de cinzas, nos concentraremos às 19hs, mas não sairemos, só cantaremos, beberemos, divertiremos e assim vai.

Onde é mesmo?
Esquina da Rua Joaquim Silva com a Teotônio Regadas, muito próximo à célebre Escadaria da Lapa.

Quando?
25.02.2009

Que horas?
19hs

O que levar?
VOZ, Camiseta do Bloco, Ânimo e LUTA!

Levem TODOS os amigos!!!

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Assembléia da Mulheres no Fórum Social Mundial 2009

Fórum Social Mundial – Assembléia das Mulheres

O encontro das mulheres de organizações mundiais no Fórum Social Mundial 2009 marcou, de acordo com os que lá estiveram, um avanço qualitativo da luta das mulheres, mas na avaliação de quem quer o feminismo como frente de luta da classe proletária, esse encontro significou um certo desprezo pela classe que constrói o mundo em que vivemos e, acima de tudo, é responsável pela transformação do mesmo.

Não é refutável tal organização e presença, até porque cumpre um papel necessário e elenca temas de extrema importância para o gênero, como o caso das mulheres indígenas da região amazônica, ou aquelas que sofrem os ataques maciços de bombas israelenses em território palestino, mas não toca no assunto de extrema urgência que é a organização da classe proletária, seja através das mulheres, seja através dos homens e, de melhor forma, todos unidos.

Quando a leitura do documento é feita de forma superficial não surge a crítica principal que é a forma como a “crise financeira” mundial vem sendo analisada e combatida. É claro que a culpa não pode ser relaxada nos trabalhadores, mas em tempos sabemos que é a classe, alienada em seu sentido mercadológico, quem leva o mundo ao modelo no qual se apresenta, com ou sem desenvolvimento capitalista avançado, mas, embora não devamos lutar com esse mote, devemos conscientizar nossos trabalhadores para que saibam que, para a crise, não existe alternativa e, nesse sentido, o movimento feminista não é alternativa, é necessidade!

Façamos a luta e vamos à ela, mas nunca esqueçamos que ela depende da união de classe e não só de gênero.

UJC RIO

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os trabalhadores não vão pagar pela crise


Ato: "Os trabalhadores não vão pagar pela crise"

Data: 11 de fevereiro de 2009,
Horário: 16H
Local: em frente a sede da Cia. Vale do Rio Doce
(Rua Graça Aranha, 26 - Centro do Rio)


A Vale tem sido o símbolo negativo da crise. Apesar das altas taxas de lucro, já demitiu milhares de trabalhadores. Além disso, seu presidente, Roger Agnelli, é uma espécie de porta-voz dos empresários, na defesa da flexibilização das leis trabalhistas.

Os manifestantes repudiam as demissões e a redução de salários. O ato também é contra a flexibilização de direitos dos trabalhadores e pela re-estatização da Vale.

Banqueiros e empresários, depois de grandes ondas de lucro, começam a atravessar turbulências e estão jogando a responsabilidade nas costas dos trabalhadores. A primeira alternativa dos capitalistas é retirar dos trabalhadores o direito ao trabalho que garante o seu sustento e o de suas famílias. Na Europa, Ásia, nas da Américas do Norte e do Sul, os trabalhadores realizam grandes manifestações de repúdio à ajuda que os governos prestam aos bancos e às empresas, sem garantias de manutenção dos trabalhadores e de suas remunerações. No Brasil, algumas manifestações de metalúrgicos e mineiros já aconteceram. Mas está na hora de ampliar essas lutas de resistência. Essa chamada é para todas as categorias de trabalhadores e a presença dos movimentos populares é fundamental.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias (http://www.apn.org.br/)

TODOS ao ATO!!!

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ENSAIO do BLOCO de CARNAVAL "COMUNA QUE PARIU"


Foliões e Revolucionários,

ENSAIO GERAL do BLOCO de CARNAVAL COMUNA QUE PARIU

DATA: 14/02/2009 (sábado)
HORÁRIO: 14H
LOCAL: Centro Cultural Paiva Ribeiro. Rua Lucio Mendonça, 63 - Maracanã.
(Essa rua é paralela com a rua Prof. Gabizo e perpendicular a rua Mariz e Barros)
PROMOÇÃO!!!!
FEIJOADA: R$ 8,00 (com direito a uma Caipirinha grátis)

o DESFILE do Bloco COMUNA QUE PARIU será no dia 20/02 (sexta de carnaval)

APROVEITEM e chamem amigas e amigos, namoradas e namorados, mães e pais, primos, tios, todo mundo.

*Venda de cerveja, refrigerante, água, cachaça e NOSSAS CAMISETAS OFICIAIS no local*
Letra do Samba
Da Anistia ao Direito de Votar
Autores: Camila Mascarenhas, Eduardo Serra, Gisele Mascarenhas, Heitor César, Marcos Botelho, Mariângela Marques, Yara Arendt)

A UJC vem mostrar
Bebendo na história
Pra contar
Democracia esquecida
A anistia que tardia
Dez anos de lutas sem parar!

Da anistia ampla e irrestrita
Que perante tanto asco
Absolveu o carrasco
Dono do medo e da dor

E tanta gente

Tanta gente na rua
Mais de um milhão
Brigando pra poder votar
Tanta gente na rua
Mais de um milhão
Mas as diretas tiveram que esperar
Letra do Samba
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Yasser Arafat a Fidel Castro

A FIDEL CASTRO. Y. ARAFAT - JUNHO DE 2001 Excelentíssimo Senhor Presidente, Líder mundial e amigo Fidel Castro Ruiz: Uma saudação de amizade e solidariedade. Com profunda emoção podemos observar através das agências internacionais de notícias a imagem de Vossa Excelência com a bandeira palestina sobre seus ombros, na frente de uma manifestação popular de solidariedade com a luta de nosso heróico povo.

Eu considero, Excelentíssimo Presidente Fidel Castro, esta demonstração de firmeza e inquebrável amizade que teve lugar em Havana, como uma mensagem forte e efetiva por parte de um líder mundial querido que goza de tanto prestígio internacional entre todos os povos e países do mundo, com o objetivo de mobilizá-los rapidamente para por fim ao sofrimento do povo palestino como conseqüência da ocupação israelense de sua pátria, e do recrudescimento das ações e o bloqueio militar, econômico e financeiro contra nossas cidades, aldeias, granjas e poços de água e o fechamento das passagens fronteiriças internacionais por terra, água e ar.

Excelentíssimo Senhor Presidente: Do mais profundo do meu coração e de cada palestino, lhe agradeço esta valente posição para contrastar a agressão israelense a nosso povo, sua pátria e lugares sagrados cristãos e islâmicos, e cada palestino conserva hoje em seu coração e em sua consciência essa gloriosa imagem de Vossa Excelência com a bandeira palestina em seus ombros, no qual é evidência irrebatível da justeza de nossa causa, e da magnitude da injustiça cometida por parte dos agressores israelenses contra nosso povo.

Tenha plena confiança, Excelentíssimo Presidente Castro, tão querido por nosso povo e por todos os povos, que é nosso, resistente como as montanhas palestinas, toma de sua posição e exemplo que nos orgulha, mais animo e decisão para continuar a luta, a resistência e a investida para expulsar os ocupantes israelenses de nossa pátria, Palestina. Lhe saúdo profundamente e saúdo a Revolução Cubana através de sua forte e bendita direção e saúdo o amigo e heróico povo de Cuba.

Viva a solidariedade Palestino-Cubana.
Com meus melhores desejos a Vossa Excelência.

Yasser Arafat Presidente do Estado da Palestina Presidente do Comitê Executivo da Organizacão para a Libertação da Palestina
Presidente da Autoridade Nacional Palestina
Ramallah, 16 de junho de 2001

Fonte http://cienciavermelha.blogspot.com/2009/02/yasser-arafat-fidel-castro.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

PLENÁRIA ESTADUAL DA UJC/ RJ


UNIÃO DA
JUVENTUDE
COMUNISTA


PLENÁRIA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

QUANDO??? 07.02.2009 (sábado) às 14H

ONDE??? UERJ - Maracanã - 7° Andar

PAUTA:
1. CAMPANHA "O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO"
2. QUESTÕES DOS COLETIVOS (mov. estudantil, jovens trabalhadores e mov. cultural) e dos MUNICÍPIOS do INTERIOR

CONTATO: ujcrio@yahoo.com.br


Racismo/Revisionismo Histórico.

Século XXI. Com “o fim das ideologias”, como muitos apregoam, é tempo de se fazer uma análise da atuação do homem e da evolução do capital como força motriz do mundo.
Faz-se História...
Novas teses lançadas...
E nem por isso vivemos uma primavera intelectual, com calorosos debates no campo historiográfico.
Faz-se necessário um revisionismo de certos conceitos...
Aí começa o perigo.
Com “o divino poder da relativização” procura-se justificar os mais variados atos...
Genocídio dos Povos Ameríndios: Necessário para expansão comercial e “eventual desenvolvimento (sic!)”.
Atrocidades do regime stalinista: Tudo pela revolução!
Ingerências em assuntos externos por parte dos EUA: Necessidade de estabilização da ordem (sic! Parte 2).
Seqüestros, torturas, assassinatos, durante o processo de escravidão, é isso que nos move nesse momento...
A “coisificação” do ser humano não é “mérito” do sistema capitalista de nossos dias: Na colonização do território que se convencionou chamar de Brasil, o uso em grande escala da mão de obra escrava movimentou uma quantidade de capital incalculável.
Enquadrar as anomalias da escravidão dentro de um processo macro-histórico, a nosso ver, não é equívoco algum, pelo contrário, se faz necessário! O que combatemos/repudiamos com todas nossas letras, é usar do relativismo histórico para apregoar a conciliação, o não reconhecimento das agruras, tentar, de certa forma, atenuar a humilhação, sentida até hoje...
Fazer história sem declarar opiniões, posições ou ideologias, sabe-se que é impossível, tentar mascara-las, entretanto, é possível sim! A quem agrada essa historiografia?
Esse pós-modernismo, que se agarra ao relativismo pra fazer sua revisão histórica, está abrindo um precedente, a nosso ver, perigosíssimo.
E em momento oportuno! Quando se começa a implantação de políticas de afirmação (estejam elas certas ou erradas), tentando suplantar o enorme vácuo que separa negros e brancos, surge, como mágica o revisionismo: Não! Eles não foram seqüestrados! Poucas foram as torturas, até a comida era boa!
Afinal, não era tão mau negócio ser escravo, o indivíduo poderia ser um escravo de ganho!
Conhecer um novo território, viajar de graça, e sem nada gastar, sem nada ganhar também, é verdade, porém, com tantas benesses pra que remuneração?
Maldita conciliação!
Quem vira a cara pra história escrita com opinião e embasada por experiências diárias se enxerga como elite intelectual afirma que história “panfletária” nada adiciona ao estudo empreendido!
Não se indignar com a barbárie da escravidão e compactuar com a conciliação de classes apregoando o esquecimento e revisão de “conceitos”...
Por maior que seja o estudo empreendido, por mais profunda que seja a pesquisa, por mais fidedigna que seja a fonte, nada conseguirá trazer à tona a dor e toda humilhação (a dor da gente não sai no jornal e não se publica em teses!).
Feridas que teimamos em não deixar fechar, relativizar sempre, atenuar, jamais!
Não é demérito algum um trabalho historiográfico feito à luz de impressões pessoais...
Condenar o regime escravocrata não impede o historiador de fazer um trabalho sério e conceituado.
Idoneidade, impessoalidade, busca pela parcialidade, heranças malditas, a nosso ver, da praga positivista.
Em nosso (?) país a conciliação nacional é tônica, buscar alternativas é ato dos mais condenáveis, movimentos de resistência foram e continuam sendo criminalizados (vide MST no Rio Grande do Sul) a unidade nacional pretere toda e qualquer forma de contestação!
O uso de uma retórica batida é comum: Os negros são os maiores racistas, dizem eles...
A implantação de políticas afirmativas é combatida, no campo das idéias, com a maldita revisão do lamentável (isso mesmo, LAMENTÁVEL!) período escravocrata.
Repudiamos essa postura, aqueles que negam a política e ideologia, não podem ser intitulados como historiadores!
Estamos assistindo o apoliticismo invadir a cátedra da história, isso é terrível!
Que sociedade estamos formando/deformando?
Atrás desse discurso de negação verificamos a ordem implícita:
Direita vou ver!
Assumimos e a altos brados proclamamos: Escravidão foi um retrocesso na humanidade sim!
Racismo existe sim!
A quem agrada a outra opinião?
Quem ganha com isso tudo?
O debate está lançado, estamos pronto para o bom combate e mais ainda:
Estamos pronto para a vitória!
Todos aqueles que, como nós, assumem suas posturas e repudiam, toda forma de preconceito e opressão, não podem temer represálias e combater a inércia das idéias.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

UJC Brasil e UJC Cubana se encontram no Rio



A União dos Jovens Comunistas (UJC) de Cuba realizam, desde o início de janeiro, uma série de visitas às juventudes comunistas para estreitar laços